O Mato Grosso do Sul recebe nesta terça-feira (13) a primeira Audiência Pública do Plano Nacional de Resíduos Sólidos na Região Centro-Oeste. Representantes do Estado, Mato Grosso, Goiás e Distrito Federal estarão hoje e amanhã em Campo Grande para dar início às discussões em torno do Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PMRS), criado com o objetivo de nortear as futuras ações com relação ao lixo produzido no País.
O secretário do Ministério do Meio Ambiente, Nabil Georges Borduki, explica que o Plano garante que o País tenha uma solução para resíduos, encontrando uma maneira de viabilizar um desenvolvimento sustentável. Ele lembra que o lixo sempre foi visto como problema e agora não é mais pensado como lixo, mas resíduos que podem ser aproveitados, gerando energia, sendo transformado em adubo ou reciclagem. “É extremamente importante”, finalizou.
O governador André Puccinelli (PMDB) relatou que o lixo pode trazer vários tipos de doenças que poderiam ser evitadas se dessemos a destinação correta ao lixo. Ele cita como exemplo propriedades em São Gabriel do Oeste, que transforma os dejetos de suínos em energia. Puccinelli acredita que é preciso trabalhar a conscientização, principalmente na escola, ensinando que não se deve jogar lixo em qualquer lugar ou contaminar o lençol freático. “Educação Ambiental é o que pode nos tornar conhecedor ou cuidador... Ainda não há a consciência de que o desperdício aumenta o lixo”, exemplificou.
O prefeito de Campo Grande, Nelson Trad Filho (PMDB), garantiu que a Capital estará em conformidade com o que determina a legislação antes mesmo do prazo final, marcado para dezembro de 2014. Ele acredita que antes deste prazo Campo Grande vai resolver a questão do aterro, lixo hospitalar, resíduos solos, taxação dos grandes geradores e implantação da coleta seletiva. Segundo o prefeito, a Capital estará se antecipando por conta de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público Estadual (MPE).
