Foi realizada na noite da última quinta-feira (29), uma reunião entre indigenistas e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. Na ocasião os índios deixaram o Ministério da Justiça declarando "guerra" ao ministro e morte aos produtores rurais que atrapalham as demarcações de terras indígenas.
Alterados, os índios protestaram em Brasília desde a última terça-feira (27) e exigiam a demarcação de 47 terras indígenas que cobrem uma área de 3,2 milhões de hectares, maior do que o Estado de Alagoas, boa parte ocupada por pequenos agricultores.
O cacique Uilton Tuxá, um dos 18 integrantes da comissão que esteve com o ministro, afirmou que foi a "pior" reunião com o governo federal da qual eles já participaram. "Ele “Cardozo” disse que não vai assinar nada. Eu nunca esperei que um governo do PT poderia agir com tanta arbitrariedade", completou o Tuxá.
Segundo o ministro, "Foi uma portaria declaratória que matou Oziel Teren, portanto temos que ter cautela e deixar as negociações serem levadas com maturidade e segurança", destaca o ministro se referindo ao índio morto pela Polícia Federal ao resistir a uma reintegração de posse no Mato Grosso do Sul. Os índios haviam invadido a propriedade depois da assinatura da portaria declaratória.
Com o embate, um dos indígenas fez ameaças aos fazendeiros. “Muitos fazendeiros vão morrer, vamos declarar guerra ao governo e aos produtores rurais.
Entre as terras indígenas exigidas pelo grupo estão ampliações de áreas como a TI Manoki-Irantxé e Kanela Memortunré. A ampliação de Terra Indígena é vedada pelo Supremo Tribunal Federal e advogados da União não podem atuar nesses processos por força da Portaia 303 da Advocacia Geral da União.
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