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Vetada lei que previa mostrar imagens de feto a mulheres vítimas de estupro

No veto, governador alegou que projeto é “barbárie e macabro”

Maisse Cunha
Capital News

A lei que prevê mostrar imagens de fetos, mensalmente, a mulheres vítimas de estupro que querem abortar será vetada. O anúncio foi feito nesta terça-feira (4) pelo governador do Distrito Federal (DF) Rodrigo Rollemberg (PSB). 


De acordo com o parlamentar, “o projeto é uma barbárie, algo macabro para a mulher que já foi vítima de um crime”.


A autora do projeto, deputada Celina Leão (PPS), afirmou que ela mesmo enviu ofício ao governador recomendando o veto ao projeto, aprovado no último dia 6 de junho, no Plenário da Câmara Legislativa do DF. Segundo ela, o projeto tinha cunho informativo e buscava orientar as mulheres vítimas de violência.


“Respeito os direitos das mulheres e sou solidário às suas lutas e ao combate a qualquer tipo de violência, inclusive aquela que vem em forma da lei”, justificou Rollemberg ao vetar o projeto.

Campanha
Uma camapnha, intitulada “Me Poupe” foi criada nas redes sociais, para pressionar o governador do DF a vetar o projeto aprovado pela Câmara Legislativa.


“Convencer mulheres grávidas vítimas de estupro a manter suas gestações mostrando imagens de feto é tão violento quanto o próprio estupro”, afirmou a antropóloga e professora da Universidade de Brasília (UNB) Débora Diniz, ao defender que o projeto fere a liberdade das mulheres vítimas de estupro.

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