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Polícia Sexta-feira, 01 de Fevereiro de 2013, 16:54 - A | A

Sexta-feira, 01 de Fevereiro de 2013, 16h:54 - A | A

Menino de 7 anos é torturado pelos padrinhos e fica com fraturas por todo corpo

Fernanda Kintschner e Bruno Chaves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Um menino de sete anos é vítima de maus tratos há oito meses no bairro Nova Lima, em Campo Grande. Os padrinhos da criança, Alessandra de Moraes, 32 anos, dona de casa, e Washington Augusto Fonseca Duarte, 35 anos, empilhador, são os acusados pelas diversas fraturas pelo corpo do garoto, constatadas pelo Instituto Médico Legal (IML).

Ele foi encontrado sozinho pelo bairro por uma senhora que ao perceber seus olhos roxos e nariz quebrado, ligou para a Delegacia Especializada de Proteção da Criança e do Adolescente (DEPCA) que foi buscá-lo.

Segundo a psicóloga da delegacia, Carlota Philippsen, o menino fugiu de casa devido aos maus tratos e é uma criança introvertida, tem medo de conversar e vizinhos afirmam que Alessandra tampava a boca para ele não falasse.

“Batiam nele com pau, pela falta de mobilidade no pulso dá pra perceber que foram quebrados e calcificaram errado. Há queimaduras com colher, enfim, ele está totalmente machucado. Ele também não era bem alimentado”, disse Carlota.

A mãe da criança, Marieli, mudou-se para Nova Olímpia, no norte do estado de Mato Grosso, após engravidar ao ter um caso com o pai da criança, Estevão Fonseca Duarte, 30 anos, serviços gerais, que é irmão de Washington.

Segundo mãe de Estevão e Washington, Marli Fonseca Duarte, a criança estava com os padrinhos após Marieli trazê-lo a Campo Grande para supostamente passar as férias e nunca mais voltou para buscá-la. A avó também afirma que tal atitude foi em decorrência de um suposto abuso que o menino sofreu por outro tio, irmão da mãe, em Mato Grosso.

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Avó e pai do menino choram quando os culpados pela agressão são levados da delegacia
Fotos: Bruno Chaves/Capital News

Já Estevão estava longe do filho, porque ficou preso no último ano por porte ilegal de armas e está solto há apenas dois dias. Além disso, Estevão não tem certeza que é pai do garoto, mas está muito abalado e disse que mesmo que o exame de DNA não comprove paternidade, ele se sente o pai e irá pedir a guarda da criança. Segundo a polícia, a mãe não autorizou o exame.

Neste momento a delegada responsável pelo caso, Regina Márcia, está ouvindo outros membros da família da criança e já foi ao bairro colher mais depoimentos dos vizinhos. A criança permanece no abrigo do Conselho Tutelar de Campo Grande. Os padrinhos saíram um em cada carro para a prisão.

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Fotos: Divulgação/DEPCA

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ana paula calobrise 01/02/2013

Quando pensamos que já foi visto de tudo, aparece mais um caso de convardia contra uma criança totalmente indefesa. Dois covardes que deveriam também passar por todo o processo de agressão pelo qual passou esta criança para saberem qual a sensação. Mas infelizmente moramos no Brasil e se alguém fizesse isso com eles seria preso.

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