Os policiais civis de Mato Grosso do Sul que ocupam os cargos de investigadores, escrivães, agentes científicos e papiloscopistas e aderiram a greve dizem que está sofrendo represálias.
“Na última manifestação feita em frente a Governadoria, alguns policiais foram punidos administrativamente por delegados que não apóiam o nosso direito de greve. A abertura de sindicância e corte d ponto está sendo feita corriqueiramente para que aceitemos as condições que estão sendo impostas”, fala o presidente do Sinpol/MS (Sindicato da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul), Alexandre Barbosa, se referindo a últma manifestação ocorrida no ínicio do mês passado.
O presidente revelou que muitas vezes não tem material para trabalhar. “Nossas viaturas estão quebradas, faltam munição e muita coisa material. Algumas vezes tiramos do nosso bolso para poder trabalhar”.
Promessas
Barbosa revela que 83 policiais recebem remuneração para alimentação. “Nos foi prometido que este subsídio se estenderia a todos, e que isso seria incorporado ao salário, pois quando houver a troca de governo, a gente não perderia este benefício, mas isso ficou só na promessa, porque até agora não incorporaram”.
Atendimento
Quanto ao atendimento, o presidente do Sinpol/MS afirma que 30% dos policiais estão desempenhando as suas funções. “Temos direito a greve, mas a população não tem que sofrer por mais uma coisa. Estamos mantendo o número de 30% dos policiais fazendo este serviço, mas tudo isso é para dar mais segurança a nós e a própria população”.
