Quarta-feira, 06 de Agosto de 2008, 11h:08 -
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Vacinação contra Poliomielite e Rubéola acontece no sábado
Da Redação
Sábado (9) é o “Dia D” da 2ª etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Poliomielite e a abertura oficial da campanha contra a Rubéola. Em Mato Grosso do Sul, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) tem como meta imunizar 205.529 crianças menores de cinco anos de idade. Na Capital, a abertura oficial da campanha acontece às 8 horas, na Unidade Básica de Saúde Estrela Dalva (rua Senhor do Bonfim).
Na primeira etapa da campanha – no mês de junho – o Estado ultrapassou a meta de imunização, estabelecida pelo Ministério da Saúde, de 95%, e fechou os dados com 98,90%, o que corresponde a 203.270 crianças vacinadas.
Dos 78 municípios, apenas oito não alcançaram a meta do ministério. São eles: Bodoquena (75,21%), Figueirão (82,63%), Aquidauana (88,09%), Iguatemi (89,29%), Campo Grande (89,53%), Santa Rita do Pardo (90,33%), Nioaque (92,46%) e Ladário (93,10%).
O objetivo principal das campanhas de vacinação contra a poliomielite é manter o território brasileiro livre da circulação do poliovírus. Para que isso ocorra é necessário vacinar, no mínimo, 95% da população alvo e para que não haja “bolsões” de crianças susceptíveis à doença, é preciso que 80% de cada município do Brasil alcance a cobertura estabelecida.
O Ministério da Saúde distribuiu em torno de 340 mil doses para o Estado. A população já tem disponível para a campanha aproximadamente 5 mil pessoas envolvidas, 1,5 mil postos, entre fixos e volantes, e 300 veículos. No “Dia D”, os locais de imunização devem atender das 8 às 17 horas, sem interrupção. Nos demais dias, o horário será de acordo com a rotina de funcionamento das Unidades de Saúde.
A poliomielite ou “paralisia infantil” é uma doença infecto-contagiosa viral aguda, caracterizada por um quadro clássico de paralisia flácida de início súbito. Acomete em geral membros inferiores, de forma assimétrica, tendo como principais características a flacidez muscular, com sensibilidade conservada e arreflexia no segmento atingido. A doença foi de alta incidência no Brasil principalmente antes da década de 70, deixando centenas de deficientes físicos a cada ano.
Em Mato Grosso do Sul o último caso da doença com confirmação laboratorial foi registrado em 1989, em Sidrolândia. No mesmo ano, o Brasil também registrou o último caso de paralisia infantil na região Nordeste. Atualmente, ainda há risco de reintrodução do poliovirus no País devido à importação de casos provenientes de países endêmicos ou pela ocorrência de surtos em áreas de baixas coberturas vacinais.
Retrospectiva
Em 2007, na primeira etapa da campanha contra a Poliomielite, o Estado imunizou 211.913 ou 94,82% das crianças menores de cinco anos de idade. Já na segunda fase houve uma pequena queda: das 223.487 crianças da população alvo, apenas 205.416, ou 91,91%, foram vacinadas.
A vacina contra a poliomielite é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a única capaz de viabilizar a erradicação global da doença. Este ano, até 29 de abril, foram confirmados 354 casos de paralisia infantil no mundo, representando um aumento significativo quando comparado ao mesmo período de 2007, com registro de 130 casos.
Rubéola
Em parceria com mais de 200 instituições públicas e privadas, o Ministério da Saúde vai realizar uma campanha nacional de vacinação contra a rubéola, de 9 de agosto a 13 de setembro. O público alvo da campanha são homens e mulheres entre 20 a 39 anos de idade. A única restrição para não tomar a vacina são mulheres grávidas, em qualquer período da gestação. A meta é erradicar a rubéola e a síndrome da rubéola congênita no Brasil até 2010.
Quando a doença acomete crianças, as principais conseqüências para a saúde do paciente são cegueira, surdez e retardo mental. Nas mulheres grávidas, a infecção causada pelo vírus da rubéola resulta em malformação congênita no bebê - mulheres que não tiveram rubéola devem ser vacinadas antes de engravidar.
Em relação à rubéola, a SES pretende imunizar 778.359 pessoas, sendo 391.04 do sexo feminino e 387.315 homens. Dados revelam que, ano passado, de 287 casos suspeitos de rubéola, 25 foram confirmados no Estado, sendo 10 do sexo feminino e 15 do masculino. Este ano, até o momento, foram notificados 94 casos, com 14 confirmações (todas do sexo masculino). (Com Assessoria)