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Saúde Terça-feira, 29 de Julho de 2008, 10:58 - A | A

Terça-feira, 29 de Julho de 2008, 10h:58 - A | A

Rastreamento sorológico identifica doentes na Máxima

Da Redação

Internos do Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho – Segurança Máxima de Campo Grande, estão passando por um rastreamento sorológico realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) em parceria com a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

A ação faz parte do projeto “Previna Cidade Morena” e foi estendida aos presídios devido à grande concentração de pessoas nesses locais. O trabalho é realizado por uma equipe formada por médicos, técnicos em enfermagem e psicólogos; consiste em detectar doenças sexualmente transmissíveis, como hepatite e Aids, por meio de exame de sangue; tuberculose, com a coleta de escarro dos internos. De acordo com a assessora da coordenação do projeto, Tânia Varela, para os exames serem realizados é necessário que eles assinem um termo de autorização.

A iniciativa, coordenada pelo Centro de Testagem e Aconselhamento da Sesau, não se restringe apenas à busca do diagnóstico. O trabalho consiste também na realização de entrevista prévia sobre os dados pessoais do interno, além de orientação a respeito das formas de contágio e prevenção.

O rastreamento sorológico está acontecendo desde o início do mês no Presídio de Segurança Máxima, sempre às segundas-feiras de manhã. Até essa semana, 200 amostras foram coletadas. “Atendemos uma média de 80 internos por dia”, informa a coordenadora do Centro de Testagem e Aconselhamento, Lea Conche da Cunha.

Como o trabalho consiste não só na detecção das doenças mas também na prevenção, foram realizadas palestras na Unidade Penal, formando 40 internos multiplicadores, que têm a missão de disseminar o conhecimento adquirido aos demais internos.

Com a divulgação dos diagnósticos, será realizado um pós-teste e, aos casos comprovados, será fornecida toda a assistência médica necessária, como já é feito aos doentes. “Deve ter muita gente sem saber que tem a doença e, com isso, não fazem o tratamento”, diz Tânia Varela. “Com o rastreamento, poderemos identificá-los e tratá-los”, conclui.

Conforme o Centro de Testagem e Aconselhamento da Sesau, o rastreamento sorológico será realizado em todos os estabelecimentos penais de Campo Grande. (Com assessoria)
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