Depois da confirmação do primeiro foco de ferrugem asiática da soja no Estado, detectado na segunda-feira (3) em Aral Moreira, pela Fundação MS de Maracaju, a Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro), agora faz levantamento para apurar suspeita da doença em São Gabriel d’Oeste.
“Entre hoje e amanhã também faremos esse levantamento no local onde foi identificado o foco de Aral Moreira”, explica a gestora em Defesa Sanitária Vegetal, Glaucy Ortiz.
Ela alerta os produtores rurais das regiões próximas de onde forem confirmados os focos que estejam atentos ao monitoramento e prevenção com a utilização de produtos para o controle da doença.
De acordo com a Lei 3.333 de 21 de dezembro de 2006, a partir da safra 2007/2008 todos os produtores são obrigados a fazer o monitoramento e comunicar os focos à Iagro. Além disso, os laboratórios que identificam a doença devem fazer o comunicado ao órgão. O telefone 0800 647 2788 está disponível para as comunicações e esclarecimento de dúvidas.
Ainda segundo a lei, toda área com plantio de soja deve ser cadastrada na Iagro, através do link disponível desde o dia 1º de setembro no site da Agência (www.iagro.ms.gov.br), onde devem ser discriminadas também as variedades a serem plantadas.
Ferrugem
A ferrugem asiática pode se manifestar em qualquer estágio de desenvolvimento da cultura. Atenção maior deve ser dada à fase de floração, sendo o monitoramento fator fundamental para a identificação da doença na fase inicial, essencial para um eficiente controle químico.
A comunicação do foco à Iagro é mais uma fonte de divulgação aos produtores vizinhos que devem intensificar o monitoramento para detecção da doença.
Cadastro
O cadastro das áreas detalhando as variedades e a informação do surgimento de focos da doença é uma informação que também auxiliará os órgãos de pesquisa científica que trabalham com melhoramento.
O vazio sanitário – que vigorou de 1º de julho a 30 de setembro - é uma estratégia com a finalidade de diminuir a disseminação do fungo nos primeiros plantios. O maior beneficiário com as medidas adotadas são os produtores rurais, principalmente, com o retardamento da entrada da doença na lavoura o que propiciará a redução dos custos com a aplicação de fungicidas.
(Informações Governo do Estado)
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