Campo Grande 00:00:00 Segunda-feira, 12 de Outubro de 2026



Política Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007, 16:51 - A | A

Segunda-feira, 10 de Dezembro de 2007, 16h:51 - A | A

Viana diz que governo tem 49 votos pró-CPMF e descarta adiar sessão

Folha Online

O presidente interino do Senado, Tião Viana (PT-AC), descartou nesta segunda-feira o adiamento da votação da proposta que prorroga a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) até 2011. Segundo o petista, houve um acordo entre os líderes partidários para que a votação ocorra nesta terça-feira --o que impede seu adiamento.

"Não serei eu que irei facilitar a vida tanto do governo quanto da oposição. Para mim, foi uma decisão tomada e não se pode tratar uma questão desta natureza como se fosse brincadeira de crianças", afirmou.

Governistas cogitam adiar a votação da CPMF se a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA) não tiver retornado à Casa Legislativa após passar por cirurgia no punho esquerdo.

O líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), condicionou hoje a votação da CPMF ao retorno de Roseana Sarney à Casa. "Estou fechando os números, mas temos agora um problema, a senadora Roseana Sarney, que está internada no hospital Sara Kubitschek e foi operada. Eu preciso saber se ela vai poder votar aqui amanhã. Nós temos de votar com quórum máximo."

Mas Viana afirmou que o governo já contava com os 49 votos para aprovar a CPMF amanhã, em primeiro turno. "O governo tende a ganhar essa votação. O meu papel será manter o equilíbrio no processo de decisão e assegurar um bom debate. A sessão será amanhã e a votação será amanhã. Não conversei com Jucá e acredito que ele terá muita dificuldade em justificar um adiamento", disse ele, segundo a Agência Senado.

Se o governo verificar que não tem votos suficientes para aprovar a proposta que prorroga a PEC, a tendência é promover um novo adiamento. Para Viana, Roseana deverá votar amanhã e facilitar as contas do governo no placar da CPMF. "Acho que o caso da senadora Roseana Sarney é superável, em termos de ela poder vir votar e colaborar com os senadores, sem nenhum problema."

Eleições

Apesar de não estar disposto a adiar a votação da CPMF, Viana sinalizou que poderá postergar a escolha do novo presidente do Senado. O petista disse que, se houver acordo entre os líderes partidários, as eleições para o novo presidente da Casa poderão ser adiadas. "Se houver acordo de lideranças, pode ocorrer um adiamento", disse.

Viana vai se reunir com os líderes partidários nesta terça-feira para discutir o formato das eleições para o comando da Casa. Pelo regimento do Senado, o prazo para a escolha do sucessor de Renan Calheiros (PMDB-AL) terminaria na quarta-feira --por isso o adiamento das eleições só poderia ocorrer em um acordo suprapartidário.

O PMDB vai indicar um nome para presidir a Casa Legislativa uma vez que, pela tradição da Casa, o partido com a maior bancada tem a prerrogativa de sugerir o candidato. A oposição promete lançar um nome na disputa se não concordar com o nome apresentado pelo PMDB.


Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS