Ricardo Stuckert
Ministro Alexandre de Moares diploma o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, encerrando o processo eleitoral
O presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, e o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin, foram diplomados vencedores da eleição 2022 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta segunda-feira (12). A cerimônia aconteceu na sede do Tribunal, em Brasília, e foi acompanhada por diversas autoridades, inclusive pelos presidentes do Senado Federal, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.
O plenário do TSE ficou lotado com cerca de 400 convidados presentes, entre eles parlamentares, ministros de tribunais superiores e representantes de governos estrangeiros. Os ex-presidentes José Sarney e Dilma Rousseff também participaram da cerimônia. Do lado de fora, forte esquema de segurança foi montado para proteger a sede da Corte, porém, não houve registro de ocorrências.
A diplomação é uma cerimônia organizada pela Justiça Eleitoral para formalizar a escolha dos eleitos nas eleições e marca do fim do processo eleitoral. Com o diploma eleitoral em mãos, os eleitos podem tomar posse no dia 1° de janeiro de 2023. O TSE é responsável pela diplomação dos candidatos à Presidência da República. Os deputados, senadores e governadores são diplomados pelos tribunais regionais eleitorais (TREs) até 19 de dezembro.
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Defesa da democracia
Em seu discurso, o presidente eleito Lula lembrou da primeira vez que assumiu o cargo graças ao que ele chamou de “ousadia do povo brasileiro”. Agora, além de manter a palavra empenhada durante a campanha, ele prometeu defender a democracia que, segundo sua posição, nunca esteve tão ameaçada. Veja trechos a seguir:
“Essa não foi uma eleição entre candidatos de partidos políticos com programas distintos. Foi a disputa entre duas visões de mundo e de governo. De um lado, o projeto de reconstrução do país, com ampla participação popular. De outro lado, um projeto de destruição do país ancorado no poder econômico e numa indústria de mentiras e calúnias jamais vista ao longo de nossa história”
“A máquina de ataques à democracia não tem pátria nem fronteiras. O combate, portanto, precisa se dar nas trincheiras da governança global, por meio de tecnologias avançadas e de uma legislação internacional mais dura e eficiente. Que fique bem claro: jamais renunciaremos à defesa intransigente da liberdade de expressão, mas defenderemos até o fim o livre acesso à informação de qualidade, sem mentiras e manipulações que levam ao ódio e à violência política”
“Nossa missão é fortalecer a democracia – entre nós, no Brasil, e em nossas relações multilaterais”.
