Sábado, 15 de Dezembro de 2007, 10h:33 -
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Lula diz: \"oposição acabou com CPMF pois não usa o SUS\"
Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira que a oposição não usa o SUS (Sistema Único de Saúde). "Porque se usassem, não votariam contra", afirmou ele em São Bernardo, na Grande São Paulo.
O Senado rejeitou nesta semana a prorrogação da cobrança da CPMF até 2011. A contribuição garantiria uma arrecadação de R$ 40 bilhões, só em 2008, para o governo. Para tentar aprovar a prorrogação, o governo chegou a prometer o repasse de 100% dos recursos da CPMF para a saúde até 2011. Hoje, só uma parcela de 0,20 da alíquota de 0,38% é destinada ao setor.
O presidente responsabilizou a oposição pela eventual falta de recursos para a saúde. "Alguém vai ter que responder. Porque a saúde não terá R$ 24 bilhões a mais nos próximos quatro anos", disse ele se referindo à emenda 29, que destina recursos para a saúde, aprovada no âmbito das negociações da CPMF.
Lula agradeceu o esforço do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que tentou convencer os senadores tucanos a votarem a favor da CPMF. "Eu queria agradecer o governador Serra por tentar convencer os senadores a simplesmente não retirarem R$ 40 bilhões da saúde."
PAC
Lula disse que vai manter os investimentos previstos no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), mesmo com o fim da CPMF.
"A tendência natural é crescer mais [o número de empregos] no ano que vem, porque o PAC começa a funcionar. Só na área de urbanização de favelas são R$ 40 bilhões. Não pensem que eu mexer nisso porque derrubaram a CPMF, não. Vai continuar", afirmou o presidente, em São Paulo.
Lula participou hoje da inauguração da primeira agência da Previdência Social especializada em benefícios por incapacidade, em São Paulo, que começará a funcionar na segunda-feira, das 7h às 17h.
Participaram da solenidade os ministros Luiz Marinho (Previdência), Nelson Jobim (Defesa) e o Miguel Jorge (Desenvolvimento), além do presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). (Com informações do Folha on-line)