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Segunda-Feira, 11 de Abril de 2022, 16h:31
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Geraldo Resende diz que Grande Dourados sem deputado federal foi retrocesso político

Ex-secretario de Saúde busca retomar vaga no Congresso Nacional em outubro

Rogério Vidmantas
Capital News

Rogério Vidmantas/Capital News

Geraldo Resende

Geraldo Resende deixou a secretaria de Saúde no fim de março para disputar as eleições de outubro

Com atuação elogiada no trato da pandemia da covid-19 como secretário de Saúde do Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende busca retornar à Câmara Federal, onde esteve por três mandatos. Na última eleição, porém, acabou ficando na primeira suplência da coligação. Mesmo tendo a chance de assumir uma cadeira graças à vaga aberta com a ida de Tereza Cristiana para o Ministério da Agricultura, Geraldo decidiu seguir no Estado, atendendo convite do governador Reinaldo Azambuja. Agora, ele aposta suas fichas em voltar a representar a Grande Dourados no Planalto.

 

Em entrevista ao site Contraponto MS, nesta segunda-feira (11), Geraldo Resende lembra o fato de não ter sido reeleito diretamente entre os deputados federais do Estado. “Tive vários sucessos políticos e continuo tendo uma carreira política exitosa. Em dois momentos, o resultado não foi o esperado: como candidato a prefeito de Dourados e na última eleição para deputado federal, quando fiquei como primeiro suplente da coligação. Nas duas ocasiões, os resultados me surpreenderam, mas como democrata que sou, respeitei a decisão soberana do povo nas urnas”, disse. 

 

Segundo ele, a opção por não ir para Brasília como suplente não teria sido por estar frustrado pelo resultado das urnas. “Aceitei o convite de assumir a Secretaria Estadual de Saúde ao invés do mandato de deputado federal por entender que poderia contribuir na formulação de políticas públicas para consolidar o SUS, sistema pelo qual lutei ainda quando estudante de Medicina”, explica.

 

Longe do Congresso, Geraldo pontuou a importância para a região da Grande Dourados de ter um representante entre os oito deputados federais de Mato Grosso do Sul na Câmara Federal, lembrando quando, além dele, Marçal Filho, na época filiado ao então PMDB, e João Grandão, do PT, estiveram juntos em Brasília. Em 2018, dos oito eleitos, nenhum tem base política em Dourados, o que ele chamou de “retrocesso político”. 

 

“A ausência de um representante em Brasília foi ruim para Dourados e cidades vizinhas. Espero que o povo entenda que a cidade e toda a região tiveram um retrocesso político muito grande, quando lembramos que já tivemos três deputados federais no Congresso, e hoje não temos nenhum. Inúmeras demandas que poderiam ser levadas para Brasília nesse período estão, em muitos casos, aguardando encaminhamento em nossa na capital federal. Eu acho que isso vai ser corrigido à medida em que o eleitor entender a importância de ter sua representatividade no Congresso Nacional”.

 

Riedel

Edemir Rodrigues/Portal MS

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Geraldo Resende e Eduardo Riedel trabalharam juntos no governo Reinaldo Azambuja

O bom trabalho e a exposição que teve como secretário de Saúde durante a pandemia fez com que o nome de Geraldo Resende fosse ventilado em voos mais altos, mas seu partido, o PSDB, optou por Eduardo Riedel, ex-secretário de Infraestrurura para disputar a sucessão de Reinaldo Azambuja e a vaga no Senado deve ser uma indicação do Progessistas, com Tereza Cristina.

 

Em pesquisas recentes, o nome de Riedel ainda não é o mais lembrado pelo eleitor, mas Resende aposta que o nome do pré-candidato vai decolar. “Não só decola, mas [Riedel] será o futuro governador do Estado. Com o apoio da maioria esmagadora dos vereadores, os prefeitos, eu não tenho dúvida que no momento em que a nossa população estiver voltada para o debate eleitoral, o Eduardo Riedel vai se despontar, porque é um gestor que demonstrou competência enquanto secretário de governo e de infraestrutura. Foi o braço direito do governador Reinaldo nessas mudanças e quando a população o conhecer melhor, não tenho dúvidas, de que fará o reconhecimento da atual gestão e vai entender que não podemos experimentar retrocessos”, conclui.

 

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