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Câmara Campo Grande

Após veto do Executivo, vereador busca viabilizar Horto Florestal na Capital

Projeto prevê recuperação ambiental e criação de espaço sustentável próximo ao Jardim Seminário

João Gabriel Vilalba
Capital News

Após veto do Executivo, o vereador Ronilço Guerreiro afirmou que irá reapresentar uma nova proposta para a criação do Horto Florestal da Região Norte de Campo Grande. O veto foi mantido durante sessão da Câmara Municipal, sob justificativa de vícios formais, inconsistências relacionadas à legislação ambiental e dificuldades orçamentárias.

A proposta previa transformar uma área verde com lagoa, próxima à Universidade Católica Dom Bosco e ao Jardim Seminário, em um espaço voltado à preservação ambiental, educação, lazer e convivência comunitária. O projeto havia sido aprovado pelos vereadores em março, mas acabou barrado pelo Executivo antes da sanção.

Durante a discussão em plenário, Ronilço votou pela derrubada do veto e afirmou que a intenção é ajustar o texto para viabilizar a implantação do espaço sem que a proposta fique paralisada.

“Vou reapresentar o projeto em um novo formato. Já estamos negociando e buscando parcerias. Não vou abrir mão desse projeto”, afirmou o vereador.

Segundo ele, a iniciativa nasceu a partir de estudos técnicos, audiências públicas e demandas apresentadas pela população da região norte da Capital.

O parlamentar destacou ainda que o projeto foi construído coletivamente e que a proposta não deve ser abandonada após o veto.

“Não adianta derrubar o veto e o projeto ficar parado, por isso vamos buscar uma forma de tirá-lo do papel. Esse projeto não saiu da minha cabeça. É fruto de estudo, da demanda das pessoas da região e das discussões que fizemos em audiência pública”, disse.

O texto original previa a criação de uma unidade de conservação de uso sustentável, com ações de recuperação de áreas degradadas, proteção da lagoa e das Áreas de Preservação Permanente (APPs), além de programas de educação ambiental em parceria com instituições de ensino, como a UCDB.

Entre as medidas previstas estavam o plantio de espécies nativas do Cerrado, implantação de banco de mudas, monitoramento ambiental e criação de espaços de convivência para a população.

A proposta também dialogava com debates recentes sobre sustentabilidade urbana e preservação ambiental em Campo Grande.

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