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Polícia Quinta-feira, 09 de Outubro de 2008, 10:53 - A | A

Quinta-feira, 09 de Outubro de 2008, 10h:53 - A | A

Empresário queria forjar provas no caso Johnny

Lucia Morel e Jefferson Gonçalves - Capital News (www.capitalnews.com.br)

O empresário Miguel Bacargi, acusado de ser o mandante do assassinato do tatuador Luciano Esteves dos Santos, o “Jhonny Tatoo”, habilitou um celular no nome da viúva de Jhonny, Cássia Alvarez, sem seu conhecimento. Esse celular recebia mensagens, enviadas pelo próprio Bacargi, com ameaças contra a vida da viúva.

Conforme o delegado que cuida do caso, Luís Carlos Rodrigues, o empresário, que está em liberdade, colocou um número de celular no nome de Cássia para colocar um terceiro personagem na história, ou seja, “de alguma forma ele queria fazer crer que uma terceira pessoa queria acabar com a vida de Cássia, depois de matar o seu marido”, declarou o delegado.

Esse celular foi encontrado na casa do empresário e a polícia já tem provas conclusivas de que a esposa do tatuador desconhecia esse número e não o utilizava. A polícia disse ainda que o próprio Bacargi comprou esse celular para fazer crer que havia alguém por trás do assassinato de Jhonny, o que o livraria de ser incriminado pela morte do tatuador. “Caso Cássia viesse a ser morta, Bacargi poderia se safar, já que “uma outra pessoa” teria matado a esposa do tatuador”, afirmou o delegado.

Bacargi já foi indiciado como mandante da morte do tatuador e o policial civil aposentado, Celino Braga, que no dia 30 de setembro foi preso como autor dos dois disparos que vitimaram Jhonny, foi apresentado hoje como agenciador do pistoleiro que deferiu os tiros.
Assim, a polícia ainda investiga a participação de uma terceira pessoa no caso.

O inquérito sobre a morte do tatuador será entregue hoje ao Ministério Público Estadual, que a partir de agora assume o caso. A Polícia Civil.

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