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Adolescente com suspeita da varíola dos macacos está isolado em Mato Grosso Sul

Lesões se parecem com espinhas e podem evoluir até para a parte genital.

Laura Holsback
Capital News

BRIAN W.J. MAHY/CDC

Governo cria comissão para acompanhar casos de varíola de macacos

Vírus monkeypox, conhecido como "varíola dos macacos"

Adolescente, de 16 anos, com suspeita da varíola dos macacos (Monkeypox) está isolado em hospital de Corumbá, conforme informou a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul (SES), na manhã desta terça-feira (31). O garoto é residente em Porto Quijarro, na Bolívia, e procurou atendimento médico na unidade hospitalar sul-mato-grossense após o aparecimento de sintomas. 

 

De acordo com a SES, lesões compatíveis com a nova doença começaram após o garoto estar em  Santa Cruz de La Sierra para consulta com neurologista. Na ocasião, foi feita a troca da marca do composto carbamazepina, - utilizado em alguns tipos de crises convulsivas, e quatro dias depois do uso iniciaram as primeiras manifestações pelo corpo: lesões avermelhadas/arroxeadas nos braços, pernas, acometendo também a boca e a região genital. Outras lesões inflamadas de origem desconhecida foram detectadas no couro cabeludo e tórax, além de febre (38,5ºC), ínguas na cervical, axilar e virilha. 

 

Ao procurar ajuda médica no Estado, no dia 29 de maio, o paciente passou por atendimento no Pronto Socorro, sendo imediatamente encaminhado para isolamento. No dia 30 de maio, foi encaminhado e internado na Santa Casa de Corumbá. 

 

“A Secretaria de Estado de Saúde informa que foram solicitados diversos exames para prosseguimento à investigação do caso. E ressalta que é fundamental a realização de investigação clínica e/ou laboratorial no intuito de descartar as doenças que se enquadram como diagnóstico diferencial, dentre elas, varicela, herpes zoster, sarampo, zika, dengue, Chikungunya, herpes simples, infecções bacterianas da pele, infecção gonocócica disseminada, sífilis primária ou secundária, cancroide, linfogranuloma venéreo, granuloma inguinal, molusco contagioso (poxvirus), reação alérgica (como a plantas)”, diz nota à imprensa.

 

Segundo a Secretaria de Saúde, a mãe do adolescente não soube explicar a causa das erupções pelo corpo do menino e garantiu que não houve contato com nenhuma pessoa com sintomas semelhantes quando foram para o atendimento médico em Santa Cruz de La Sierra.

 

Como medidas de prevenção à doença, o Ministério da Saúde e a SES/MS recomendam uso de máscara facial e lavagem das mãos.

 

Sobre a doença

A Monkeypox (varíola dos macacos) é uma doença causada pelo Monkeypox vírus. O nome deriva da espécie em que a doença foi inicialmente descrita em 1958. Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com animal ou humano infectado ou com material corporal humano contendo o vírus. 

 

A transmissão entre humanos ocorre principalmente por meio de contato pessoal com secreções respiratórias, lesões de pele de pessoas infectadas ou objetos recentemente contaminados. Transmissão via gotículas respiratórias usualmente requer contato mais próximo entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde, membros da família e outros contactantes pessoas com maior risco de contaminação. O vírus também pode infectar as pessoas por meio de fluidos corporais.

 

Os sintomas incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, linfonodos aumentados de tamanho, calafrios e exaustão. A erupção geralmente se desenvolve pelo rosto e depois se espalha para outras partes do corpo, incluindo os órgãos genitais. 

 

Os casos recentemente detectados relataram uma preponderância de lesões na área genital. A erupção passa por diferentes estágios e pode se parecer com varicela ou sífilis, antes de finalmente formar uma crosta, que depois cai. A diferença na aparência Antecedentes da varicela ou da sífilis é a evolução uniforme das lesões. O período de incubação é tipicamente de 6 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias. Quando a crosta desaparece, a pessoa deixa de infectar outras pessoas.

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