No último dia 22 de novembro, a Polícia Federal desencadeou uma operação na qual prendeu Jacqueline e mais dez pessoas suspeitas de integrar uma quadrilha de tráfico internacional de drogas e armas, lavagem de dinheiro, contrabando e homicídios. O grupo seria liderado pelo próprio Beira-Mar, preso desde 2001 --parte em unidades de segurança máxima.
Segundo a PF, depois da prisão do traficante, Jacqueline assumiu as finanças da quadrilha. Seis meses atrás, com o desaparecimento do advogado João José de Vasconcelos Kolling, ela teria assumido o segundo posto na hierarquia do grupo, passando a cuidar de acordos com fornecedores e de conferir materiais.
Nos autos, ainda segundo o STF, a defesa de Jacqueline questiona o fato de a prisão ter sido decretada ainda na fase do inquérito e alega que o prazo para o oferecimento da denúncia foi excedido. O recurso contesta uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) que negou, liminarmente, um pedido similar.
Jacqueline está presa preventivamente em uma penitenciária feminina do Paraná.
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