O Aeroporto Internacional de Campo Grande opera normalmente nesta quarta-feira, sem restrições para pousos e decolagens. Segundo informações da Infraero, não houve atrasos ou cancelamentos durante a madrugada.
A categoria pede reajuste salarial, aumento no valor do vale-alimentação, participação nos lucros e mudanças no plano de carreira.
O movimento, no entanto, será reavaliado nesta quarta. O presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, Francisco Lemos, levará à categoria o texto de uma contraproposta salarial da empresa. A oferta e os rumos da greve serão analisados a partir das 8h30.
Lemos diz que a adesão é 70% no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em Cumbica, na região metropolitana de São Paulo. A Infraero, contudo, informou que o complexo funciona normalmente.
Segundo o diretor de imprensa do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, Jorge Luiz, a categoria cruzou os braços às 0h. De acordo com ele, o movimento atinge os trabalhadores das áreas de segurança, manobra, navegação aérea, segurança, despacho, recebimento de cargas, controle de vôo e de pista e manutenção.
O movimento, segundo Luiz, já deveria ter afetado aeroportos como o Galeão, no Rio, e Cumbica, em São Paulo. A previsão, no entanto, não se confirmou segundo informação da Infraero. O diretor garantiu que, pelo menos, 30% dos 11.500 funcionários seguirão no trabalho.
Infraero
Em nota oficial, a Infraero afirmou que "está preparada para operacionalizar" os aeroportos.
Veja a íntegra da nota:
Com relação às últimas negociações com o Sindicato Nacional dos Aeroportuários – SINA, a Infraero esclarece que nesta terça-feira (29/07) deu continuidade às tratativas a fim de reavaliar os pleitos solicitados pela categoria.
A Infraero ressalta que sempre negociou com as lideranças sindicais da casa e que a diretoria nunca se furtou ao diálogo a fim de obter uma melhor proposta que atendesse aos funcionários e a Empresa.
“Acredito que as negociações levadas a cabo entre nós atingiram os seus objetivos”, diz o presidente da estatal, Sergio Gaudenzi.
Ainda segundo o presidente, a situação caminha para a tranqüilidade. “Nós concluímos mais uma etapa e não restam mais pendências. Quero tranqüilizar os passageiros que utilizam os aeroportos administrados pela Infraero e lembrar que a empresa está preparada para operacionalizar plenamente os aeroportos. Todas as providências nesse sentido já foram adotadas”, afirma Gaudenzi." (G1)
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