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Quinta-Feira, 20 de Janeiro de 2022, 11h:38

Cadeias produtivas de MS se desenvolvem com retomada da malha ferroviária

Solicitações podem garantir investimento de R$ 6 bilhões no Estado

Elaine Silva
Capital News

 

Agência Estadual de Notícias- PR

Cadeias produtivas de MS se desenvolve com retomada da malha ferroviária

Malha ferroviária

Retorno da malha ferroviária em Mato Grosso do Sul, traz investimentos na cadeia produtiva de Mato Grosso do Sul, que vão escoar grãos, minério, carne e celulose. Considerando que o valor médio para implantar cada quilômetro de ferrovia é de R$ 10 milhões, as solicitações podem garantir investimentos de R$ 6 bilhões.

 

Pelo menos seis projetos estão tramitando no Ministério da Infraestrutura que vão garantir 560 quilômetros de malha ferroviária. os pedidos se referem a Ferroeste, ligando Maracaju a Dourados, que está em andamento; um da Eldorado Brasil Celulose, para construir ferrovia entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado no montante de R$ 890 milhões; um da empresa MRS com objetivo de interligar Três Lagoas a Panorama no total de R$ 1 bilhão e mais cerca de R$ 3 bilhões da Suzano, saindo de Ribas do Rio Pardo a Inocência e de Três Lagoas a Aparecida do Taboado. 

Agência Estadual de Notícias- PR

Cadeias produtivas de MS se desenvolve com retomada da malha ferroviária

Ferroeste

 

Ferroeste

"No caso da Nova Ferroeste, já entregamos o EIA Rima. Então a Ferroeste é a que tem a tecnologia mais adequada, porque já é uma ferrovia existente no Paraná e está incorporada no projeto que vai de Paranaguá até Maracaju. Recentemente nós tivemos a autorização da ligação de Dourados a Maracaju que passa a compor a ferrovia com um prazo aí de concessão de 99 anos. Isso é extremamente positivo em termos de prazo", salientou o secretário de Meio Ambiente e Produção, Jaime Verruck. 

 

A Nova Ferroeste que já está em processo de licenciamento ambiental e prevê a construção de uma estrada de ferro entre o Mato Grosso do Sul e o Litoral do Paraná. Ao todo, 1.304 quilômetros de trilhos vão conectar Maracaju a Paranaguá (PR), além de um ramal entre Cascavel e Foz do Iguaçu. 

 

Os investimentos somente no trecho de MS que terá inicialmente 76 km e já está em andamento superam R$ 1,2 bilhão. Mas o projeto vai levar de grãos a carnes dos principais polos produtivos de MS até o Porto de Paranaguá e até Santa Catarina. 

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Cadeias produtivas de MS se desenvolve com retomada da malha ferroviária

Ferrovia de celulose

 

Celulose 

A celulose é a locomotiva que puxa os investimentos, conforme a Semagro. O interesse existe porque as empresas do setor buscam alternativas ao transporte rodoviário para exportar a produção de mais de 4 milhões de toneladas de celulose produzidas em Três Lagoas por ano que movimentaram em 2021 mais de R$ 8 bilhões.

 

A expectativa é que o volume vai quase dobrar com o Projeto Cerrado da Suzano que prevê a instalação de uma unidade em Ribas do Rio Pardo que vai produzir 2,5 milhões de toneladas ano de celulose, com investimentos de R$ 19,3 bilhões, sendo que R$ 4,6 bilhões são para atividades florestais, na estrutura logística e outras iniciativas previstas em projetos.

 

Por isso foi apresentado no Ministério da Infraestrutura o pedido para construção de trechos Ribas do Rio Pardo a Inocência, e um entre Três Lagoas e Aparecida do Taboado. Também a Suzano está viabilizando o acesso à malha férrea da empresa Rumo, que já é ligada ao porto marítimo paulista. Além disso já houve uma homologação e autorização de projetos de retomada de novas malhas na Costa Leste do Estado. 

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Cadeias produtivas de MS se desenvolve com retomada da malha ferroviária

Ferrovia minério

 

Malha Oeste 

Malha Oeste, desativada em 2014, liga Mairinque até Corumbá e Campo Grande até Ponta Porã. "Essa malha, ela está em estudo. Foi contratado um consórcio que está fazendo todos os levantamentos, e o Governo está participando ativamente desse processo.

 

Da mesma forma, a previsão é finalizar os estudos agora no primeiro semestre e se estabelecer o processo de religação para o final do segundo semestre. Então esse é o objetivo da Nova Malha Oeste", enfatizou. 

Divulgação

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Secretário da Semagro, Jaime Verruck

 

Verruck ainda complementa relatando que ainda não houve nenhuma solicitação formal no Ministério da Infraestrutura; "Nós temos o trecho de Campo Grande a Corumbá que é premente que se viabilize a saída de minério,

 

já que houve crescimento de exportação de minério de 140% no ano passado. Isso trouxe uma enorme pressão em cima das rodovias.

 

Por isso hoje precisamos achar uma saída logística mais viável. E isso pode vir com a retomada da malha ferroviária de Mato Grosso do Sul, que abre um cenário positivo, favorável de revitalização, de trabalho e de uma nova estrutura logística para o Estado", finalizou.

 


Fonte: CapitalNews

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