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Domingo, 27 de Junho de 2021, 12h:23

Nativos digitais e os desafios em buscar conhecimento na internet

Por Alice Bachiega

Da coluna Tecnologia
Artigo de responsabilidade do autor

Estudos apontam dificuldade de nativos digitais em seu cotidiano

Divulgação/Istock

ColunaTecnologia

Pessoas que nasceram a partir dos anos 80 cresceram em meio à tecnologia, o que demonstra a familiaridade e a facilidade aos meios digitais. Essas pessoas são conhecidas como nativos digitais. O termo foi criado pelo professor e educador americano Marc Prensky. Ele relata que estudantes que desde a infância tinham em suas casas computadores, videogames, mídias interativas, internet e dispositivos móveis, tinham avaliações e métodos diferentes de aprendizado, pois exigiam trabalhos mais elaborados, que prendessem a sua atenção e mantivessem o foco.


A busca por aprimoramento na educação escolar em parceria com a tecnologia gerou novos conteúdos com o passar do tempo, novos métodos de ensino foram desenvolvidos, a partir de comportamentos, habilidades, expectativas e necessidades que a sociedade estava se adaptando. Outro desafio perante essa realidade é a formação dos professores, que, de acordo com pesquisas realizadas pelo Comitê de Gestores da Internet no Brasil (CGI.BR), realizada em 2019, apontam que 92% dos professores de escolas públicas buscam se informar, por conta própria, da melhoria nos recursos tecnológicos em sala de aula. E, em escolas particulares, são 86% dos professores. Ou seja, existem muitos pontos a serem trabalhados a favor da educação no Brasil.


Pesquisas realizadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) avaliam, através do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), como está o desenvolvimento educacional de jovens estudantes na faixa etária de 15 anos de idade. O estudo realizado aborda temas de ciência, matemática e leitura. A pesquisa visa a melhoria do desempenho e o progresso dos estudantes com o passar dos anos. No Brasil, aponta que 33% dos avaliados foram capazes de distinguir fatos e opiniões no quesito leitura e interpretação de texto.


Apesar de a tecnologia estar a favor da sociedade, nota-se a importância do incentivo à leitura. Destacaram-se nessa pesquisa estudantes que moram em países que têm forte apelo pela cultura da leitura, como o Japão. O estímulo à leitura pode começar dentro de casa, com livros que façam parte do mundo daquele adolescente, como livros de ficção e animação, pois a interpretação textual é fundamental para um desenvolvimento pessoal, profissional e acadêmico.


O impacto do incentivo à leitura afeta o presente e o futuro desses estudantes, que buscam um melhor desenvolvimento desde a escola, com trabalhos escolares e a preparação para vestibulares. Mais preparados, os alunos poderão se destacar  e no futuro, na busca de emprego no RJ, SP e demais cantos do país, mostrando seu preparo e sua qualificação para a vaga desejada.


Fonte: CapitalNews

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