O setor imobiliário já está equilibrado para atender às classes média e alta. Num cenário econômico com juros menores e financiamentos de até 30 anos, a construção civil se volta para a baixa renda e propõe financiamentos com parcelas que chegam aos patamares dos de carro.
"As empresas do setor começam a atingir quem recebe entre seis e oito salários mínimos. Podemos perceber parcelas em torno de poucas centenas de reais, como R$ 450 e R$ 500", afirmou o presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), João Crestana.
Para se ter uma idéia, o presidente afirmou que os financiamentos de imóveis voltados para a baixa renda já estão com juros de 7% ao ano mais TR (Taxa Referencial).
Preferência por moradia
Para o presidente do Creci-SP (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis), José Augusto Viana Neto, com os prazos mais longos e os juros menores, tem prestações até mais baixas do que as encontradas nos financiamentos de automóveis.
A diferença é que a compra do carro envolve um prazo mais curto. "Mas a compra da casa própria é o sonho de todo o brasileiro, já que garante segurança", afirmou.
Ainda segundo Viana, nos financiamentos com subsídio do governo, as parcelas chegam a ser de R$ 100, mas são programas específicos para as famílias. O déficit habitacional hoje, de acordo com Crestana, é de 8 milhões de casas.
Falta subsídio
Apesar das condições de pagamento mais vantajosas ao cidadão de baixa renda, Crestana acredita que falta subsídio do governo para que o mercado realmente se aqueça.
"Para quem recebe três salários mínimos, por exemplo, R$ 30 de parcela é muito. Eles precisam de ajuda do governo", afirmou.

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