Quinta-feira, 14 de Agosto de 2008, 11h:52 -
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Inflação abala vendas de supermercados
Da Redação
A inflação corroeu o poder de compra dos brasileiros nos supermercados e as vendas do setor desaceleraram no segundo trimestre deste ano. De abril a junho, foi verificado crescimento de 3,4%, ante 8,4% constatados no primeiro trimestre de 2008.
Em junho, as vendas do setor de hiper e supermercados aumentaram apenas 1,5%, na comparação com igual mês em 2007. No mês anterior, essa expansão chegara a 8,4%, sempre na comparação com período correspondente em 2007.
Ao mesmo tempo, a receita nominal de vendas do setor continua com incremento significativo. Em junho, a alta foi de 15,6%, número representativo, ainda que abaixo dos 21,7% notados em maio.
"Nos dois meses anteriores, pode ter havido influência pelo fato de a Páscoa ter caído em datas diferentes em 2008 e 2007. Mas em junho, não há esse fator. Há uma nítida influência da inflação nos resultados dos produtos alimentícios, que tem quase a metade do peso dos produtos analisados na Pesquisa Mensal do Comércio", afirmou o coordenador de Comércio e Serviços do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Reinaldo Silva Pereira.
O economista avaliou que o recorde de 10,6% de alta nas vendas do comércio em 2008 poderia ter sido até maior, caso a inflação não tivesse impactado o resultado do setor de hiper e supermercados, que teve expansão de 5,9% de janeiro a junho.
As vendas totais do comércio em junho, na comparação com igual período no ano passado, aumentaram 8,2%, o que representou desaceleração em relação aos 11,1% constatados em maio.
"A desaceleração nesse dado foi fortemente influenciada pelo setor de hiper e supermercados", observou Pereira.
Para ele, o aumento da renda do brasileiro, aliado à maior oferta de crédito, explicam os bons resultados do comércio este ano.
"O desempenho do comércio reflete o bom momento da economia brasileira", completou Pereira.