"Em novembro, o Índice de Confiança do Consumidor de Mato Grosso do Sul atingiu o valor de 56,4%, o menor registro de 2008", destaca o coordenador da pesquisa José Francisco dos Reis Neto. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é realizado pelo Núcleo de Estudos e Pesquisas Econômicas e Sociais (Nepes), vinculado a Anhanguera/Uniderp.
O ICC é um instrumento utilizado para prever o desempenho da economia brasileira e sul-mato-grossense quanto ao sentimento de perspectivas positivas e negativas das políticas governamentais. "O ICC pretende ser um indicador de utilidade antecedente das variações de demanda da economia, da qual o consumo é o principal componente, e do nível geral de atividade econômica. Quando a confiança na economia for grande o consumo tende a aumentar seus gastos, significando mais demanda e, como conseqüência, o crescimento econômico. Se a confiança na economia é grande, as políticas governamentais tendem a ser bem avaliadas", explica o coordenador do Nepes, professor Celso Correia de Souza.
Dados levantados pelo Nepes indicam que no ano de 2007 a confiança do consumidor foi crescente, recuperando-se dos episódios que afetaram a econômica estadual motivado pela crise da agropecuária, desvalorização do dólar e poucas chuvas, e agora, a confiança decresce quase 10% em relação à primeira medida em fevereiro deste ano.
Segundo ele, os homens estão um pouco mais confiantes do que as mulheres, mas os seus sentimentos são menores do que no início do ano. Os mais jovens e as pessoas com maior renda familiar são as mais confiantes na economia brasileira, mas também em porcentagem menor do que o observado no início deste ano.
De acordo com a pesquisa, os demais indicadores derivativos do ICC também foram puxados para baixo. O Índice de Expectativa de Consumo (IEC) foi de 67,2% contra 76,5% em maio de 2008, indicando uma retração na percepção do consumidor com relação ao seu futuro econômico e financeiro doméstico e ao futuro econômico do país. "Tal redução está associada à percepção do consumidor relacionada ao aumento das taxas de juros dos empréstimos pessoais e dos serviços prestados pelos bancos, como também das notícias do sobe e desce das informações econômicas. A expectativa de consumo é puxada para baixo pela prospectiva financeira da sua família e das possíveis condições de negócio do país, refletindo no risco da garantia do emprego", explica. (Nepes)

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