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Cultura e Entretenimento Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007, 08:34 - A | A

Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007, 08h:34 - A | A

MP recebe exposição de Carlos Vera

Da Redação

Este 2007 foi um ano movimentado para o artista plástico sul-mato-grossense Carlos Vera. Até setembro ele realizou nada menos do que quatro exposições, entre coletivas e individuais. E neste mês de outubro vai realizar uma retrospectiva, a sua quinta mostra em 2007, que acontece no edifício do Ministério Público, no Parque dos Poderes, começou dia 16 e vai até 31 de outubbro.

Carlos Vera iniciou sua carreira na década de 1980, em São Paulo, realizando um trabalho figurativo com elementos urbanos e construiu para si uma identidade singular, buscando elementos auto-referentes e/ou conceituais para desenvolver sua obra. Hoje, Vera trabalha principalmente a temática de habitar em um mundo onde o estranhamento e o não-pertencimento são marcas poderosas.

Essa busca o levou a diversas fases, que incluíram telas elaboradas através de sucata de elementos e objetos do dia-a-dia, tais como pincéis, escovas de dente, prendedores de roupa, óculos e cabides, entre outros. Depois, vieram as fases das flores, dos pássaros, dos elementos indígenas: iconografia, vestuário, objetos utilitários ou artísticos e outros. São elementos utilizados não apenas por suas características formais, mas pelo valor conceitual que carregam.

Há algum tempo, Carlos Vera entrou numa fase que denomina de Máscaras, em que atribui às suas obras um caráter artístico-científico, que ainda versa sobre os contrastes de caras, bocas e cores, sobre máscaras e a possibilidade de criação inerente ao próprio material. Com seu traço que mistura realismo com o fantástico, ele investiga toda a variedade de fenômenos oriundos do processo criativo, sejam regionais ou universais, mostrando o quando está ligado na perfeição dos detalhes na pintura, cuidando de todos os aspectos técnicos como formato, moldura, distâncias, e texturas.

A obra de Carlos Vera vem se desenvolvendo, desde suas primeiras pinturas, em torno da potência simbólica da imagem buscando novos conteúdos e formas, a procura do inventivo da pesquisa formal pura e trilhando os caminhos de novas propostas de abstracionismos. O artista glorifica o mundo superficial da aparência e aprofunda sua exterioridade. O caráter sintético que suas peças assumiram faz parte de um caminho trilhado em direção à economia dos meios, à progressiva eliminação dos excessos, enfatizando uma contenção espacial e a contemplação do objeto.

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