O objetivo do trabalho foi registrar a visão experiente e perspicaz de fontes vivas da recente história de Mato Grosso do Sul sobre a trajetória desenvolvida pelo Estado até então. O material reúne depoimentos de Afonso Simões Corrêa (membro da comissão especial para implantação do Estado de MS), Flávio Benjamin Corrêa da Costa (membro da liga sul-mato-grossense), Gilka Martins (filha de Demósthenes Martins – história de MS), Hildebrando Campestrini (presidente do Instituto Histórico e Geográfico de MS), João Pereira da Rosa (primeiro reitor da UFMS), José Couto Vieira Pontes (juiz, escritor e um dos membros fundadores da Academia Sul-mato-grossense de Letras), José Fontanilhas Fragelli (ex-governador de Mato Grosso), Maria da Glória Sá Rosa (pioneira na difusão das áreas da cultura e da educação em MS), Marisa Bittar (historiadora), Ruben Figueiró (deputado federal na ocasião da criação do Estado), Tarsila Barros de Souza (artista plástica, um dos membros da comissão para escolha dos símbolos de Mato Grosso do Sul - bandeira e brasão), Wilson Barbosa Martins (ex-governador).
“Sem dúvida, seus depoimentos são de uma inestimável riqueza, representando a perfeita tradução dos caminhos percorridos até aqui na cultura, história, educação, política. Só temos a agradecer a essas personalidades essa contribuição para com o registro da memória sul-mato-grossense, que certamente enriquece os anais da história atual com lucidez, argúcia e emoção”, declarou o presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Américo Calheiros.
Junto a comentários agudos sobre a história do Estado, não faltam também detalhes de bastidores e “causos” curiosos, como quando Ruben Figueiró conta que, em 1947, uma vez proposta uma emenda que pedia a transferência da capital, na época Cuiabá, cuiabanos ofendidos ameaçaram dar um banho nos deputados sulistas na Praça Alencastro, onde havia um chafariz; ou quando Tarsila de Barros descreve o processo de escolha dos símbolos de MS. “Recebemos cerca de mil e trezentos envelopes contendo propostas para os símbolos do novo estado que recaíram sobre o brasão e bandeira atual”, contou.
Mais informações na Gerência de Patrimônio Histórico e Cultural da FCMS, pelo telefone 3316-9164 (falar com Débora Passarelli, coordenadora do projeto “Trajetória 30 anos”).
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