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Saúde e Bem Estar Sábado, 29 de Novembro de 2025, 11:29 - A | A

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Cuidados com a saúde

Testosterona em queda pode afetar saúde masculina e atrasar diagnósticos, alertam especialistas

Baixa hormonal costuma agir “em silêncio” e exige atenção adequada para evitar riscos a longo prazo

Elaine Oliveira
Capital News

A testosterona, frequentemente associada apenas à força física e ao ganho de massa muscular, tem papel essencial na energia, no humor, na saúde sexual e no bem-estar geral dos homens. No entanto, muitos não conseguem identificar quando o hormônio está em queda, o que pode atrasar diagnósticos importantes e comprometer a qualidade de vida.

Uma pesquisa do Instituto Qualibest, encomendada pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e divulgada em 2024, mostrou que apenas 34% dos homens procuram um urologista ao perceber alterações no corpo, enquanto 53% das mulheres buscam atendimento assim que sentem algum incômodo.

Para o urologista e especialista em saúde do homem, Dr. Henrique Coelho, esse comportamento pode ser prejudicial. “Muitos homens atribuem cansaço, irritação ou queda de libido ao estresse ou à idade. Mas esses sintomas podem ser alertas do corpo. A testosterona baixa costuma agir em silêncio e merece atenção”, afirma. Ele explica que a baixa crônica do hormônio pode causar perda de massa muscular, osteopenia, disfunção erétil, depressão e prejuízos de foco e memória. “Quando falamos dos riscos a longo prazo, a falta desse hormônio pode piorar o colesterol, aumentar o risco cardiovascular, causar anemia e, claro, reduzir a qualidade de vida”, alerta.

O personal trainer e fisiculturista João Spinosa, de 30 anos, reforça a importância do acompanhamento. Ele realiza exames de rotina para monitorar seus níveis hormonais e evitar excessos. “Para mim, a testosterona é essencial por diversos motivos. Ela contribui para o ganho de massa muscular, como também mantém a libido em dia. Como eu trabalho com a imagem do meu corpo, sei da sua importância e tenho ciência que realizar exames periódicos para monitorar o nível hormonal é imprescindível”, afirma.

A Terapia de Reposição de Testosterona (TRT) só deve ser indicada após confirmação laboratorial da queda hormonal, geralmente por meio de avaliação feita por um urologista. As opções atuais de tratamento incluem injeções intramusculares, gel transdérmico, implantes subcutâneos (pellets) e adesivos cutâneos. Cada método é definido de forma individualizada.

“Reposição hormonal é tratamento, não atalho. Ela deve ser feita no momento certo, para o paciente certo e sempre com orientação médica, nunca com a intenção de ganhar massa muscular”, finaliza o Dr. Henrique Coelho.

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