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Cotidiano Sexta-feira, 08 de Outubro de 2021, 11:56 - A | A

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Capital

Remoção das árvores tombadas estão em andamento na Capital

Ações emergenciais são para recuperar os estragos provocados pelas chuvas

Marina Romualdo
Capital News

Denilson Secreta/CGNotícias

Remoção das árvores tombadas estão em andamento na Capital

As ações emergenciais são para recuperar os estragos feitos pela chuvas

Equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos iniciaram na manhã de quinta-feira, 07 de Outubro, ações emergenciais para recuperar os estragos provocados pelas chuvas nesta semana, em Campo Grande (MS). 

 

O trabalho inicial foi a retirada das pedras e outros sedimentos levados pela enxurrada, que estavam obstruindo o trânsito em vias como a avenida Lúcio Coelho e a rua Praia Grande. O serviço se estendeu às ruas transversais como a João Rezek (no Oliveira lll); Ouro Preto, Pedra Negra (São Conrado), que têm topografias íngremes e, com isto, a enxurrada ganha velocidade até terminar nas vias mais abaixo. 

 

A remoção de árvores tombadas já está em andamento. Um destes locais foi a rua Nazar Kodjogllanian, no Conjunto Aero Rancho. Também no mesmo bairro, foi retirada uma árvore atravessada de ponta a ponta num trecho da calçada na Avenida Raquel de Queiroz. Há registro de 17 árvores que não resistiram aos ventos desta quarta-feira à noite. Também foi iniciada a desobstrução das bocas de lobo fechadas por pedras trazida pela enxurrada.

 

Superintendente de Serviços Públicos de Sisep, Medhi Talayeh, explica que enquanto o solo estiver encharcado não é possível iniciar o serviço do patrolamento e cascalhamento dos trechos críticos da malha viária não asfaltada. “É necessário pelo menos um dia de estiagem para o serviço se tornar viável, sem risco das máquinas atolarem e as ruas ficarem instransitáveis”. 

 

Investimento – O secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, reforça que nos últimos quatro anos, a Prefeitura de Campo Grande ampliou os investimentos em drenagem e obras de controle de enchentes, principalmente nas regiões vulneráveis aos efeitos de uma chuva mais intensa. 

 

“É necessário expandir a drenagem e construir barragens em córregos como o Segredo e o Sóter, além de piscinões”, justifica Rudi. 

 

Conforme levantamento da Sisep, desde 2017 já foram implantados 80 quilômetros de drenagem, construídos dois piscinões (nos bairros Santa Luzia e Nova Lima) e uma barragem na Praça das Águas (Córrego Prosa). Foram eliminados pontos de alagamento na Avenida Cônsul Assaf Trad, ruas Brilhante (com a drenagem na Salim Maluf), Eduardo Santos Pereira e foram concluídas obras para controle de enchentes nos bairros Cidade Morena e Parque dos Laranjais.

 

Um dos maiores investimentos em drenagem está sendo executado na Nova Campo Grande. No bairro, o lençol freático é quase superficial (basta perfurar um metro para a água brotar), o que está exigindo soluções complexas para o escoamento da enxurrada.

 

Além de quase 11 km de drenagem (quase todo o perímetro asfaltado nesta etapa, 12 km, terá tubulação enterrada), foram implantados colchões drenantes sob a tubulação, além de drenos margeando o meio fio. 

 

Estão sendo construídos na Rua Teófilo Otoni, 76 metros de drenagem com tubos de 1,2 metro de diâmetro, para captar a enxurrada que desce da Nova Campo Grande, pela Rua Jair Garcia e, com isso, acabar com o alagamento que ocorre nesta região, que envolve o Bairro Serradinho.

Também serão eliminados pontos de alagamento no centro da cidade com a construção de 6 km de drenagem.

 

Ainda neste mês, será licitada a construção de um piscinão na Avenida Mato Grosso, nascente do Córrego Réveillon, afluente do Prosa. A bacia de detenção vai contribuir para evitar o transbordamento na região do Shopping Campo Grande. Está prevista a construção de piscinões no Córrego Sóter e na Avenida Rachid Neder, para evitar as inundações no Córrego Segredo, que afeta diretamente a rotatória da Avenida Ernesto Geisel.

 

Assistência – Desde o final da tarde de quarta-feira (06), quando começou a chover na Capital, as equipes que atuam nos Centros de Referência em Assistência Social estão em alerta e acompanhando a situação das famílias em vulnerabilidade assistidas pelos 21 Cras, distribuídos nas sete regiões da cidade, incluindo a unidade localizada no Distrito de Anhanduí.

 

As equipes monitoram as famílias via grupos de WhatsApp, além do presencial, se dirigindo até o endereço, para verificar a necessidade de ofertar benefícios eventuais. O trabalho de monitoramento das equipes, formadas por assistentes sociais e psicólogos, continua nesta quinta-feira (7) devido às chuvas que voltaram a atingir a cidade.

 

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