Por meio da parceria entre o Tribunal de Justiça de MS, Coordenadoria da Infância e da Juventude (CIJ), e Secretaria Municipal de Assistência Social (SAS), o programa família acolhedora será ampliado em Campo Grande. O programa é destinado a crianças e adolescentes temporariamente afastados das famílias biológicas por determinação judicial, por meio dele os jovens atendidos são encaminhados a famílias da própria comunidade que não estão na fila de adoção. Somente no ano passado a iniciativa passou de duas para dez famílias aacolhedoras.
A ampliação do projeto gera grande impacto na vida das crianças atendidas, conforme a assessoria, uma intensa campanha de divulgação foi realizada nas unidades de acolhimento, Centros de Referência de Assistência Social (Cras), e instituições religiosas, contudo o número de famílias inscritas ainda é pequeno.
A juíza da Vara da Infância, da Adolescência e do Idoso de Campo Grande, Katy Braun do Prado, ressalta que estudos comprovam que mesmo o bom acolhimento institucional é menos benéfico para a criança do que o acolhimento familiar e que crianças de 0 a 6 anos são as mais vulneráveis a terem prejuízos no seu desenvolvimento quando institucionalizadas. “Por isso meu anseio, enquanto magistrada da infância, é a existência de vagas para todas as crianças até 6 anos de idade nos programas de acolhimento familiar”, enfatizou via assessoria.
Katy Braun complementa que a prioridade é destinar crianças nessa faixa etária às famílias acolhedoras. “É claro que pode acontecer dessas crianças pertencerem a um grupo de irmãos, neste caso, elas permaneceriam juntas com eles numa instituição de acolhimento. Mas, na maioria dos casos, manteríamos a crianças da primeira infância em famílias acolhedoras. E isto não implica no fechamento de instituições de acolhimento. Porque numa capital como Campo Grande há muitas especificidades nos atendimentos e os dois tipos de serviços são necessários para atender as crianças e adolescentes do município”, destacou a juíza.
Família Acolhedora é uma alternativa à institucionalização de crianças, a gestão do projeto fica a cargo dos municípios, responsável pelo Sistema Único de Assistência Social (Suas). Ao acolher a criança, a pessoa recebe um auxílio financeiro, o valor da remuneração varia conforme a legislação de cada município. O programa realiza o acompanhamento da rotina escolar, de saúde, bem-estar e lazer, além de alimentação e vestuário.
Para participar do programa é necessário ter entre 21 e 60 anos de idade e não estar cadastrado como pretendente para adoção ou fazer parte do Projeto Padrinho, após análise psicossocial dos interessados, a criança acolhida é inserida na família.
Entre os municípios do estado que participam do Programa estão Dourados, Três Lagoas, Aquidauana, Bela Vista, Camapuã, Coxim, São Gabriel do Oeste, Bataguassu, Sidrolândia, Fátima do Sul, Inocência, Nova Alvorada do Sul, Ribas do Rio Pardo, Vicentina e Jateí.
Serviço:
Para mais informações entre em contato pelo telefone: (67) 98462-8245.
• • • • •
• Junte-se à comunidade Capital News!
Acompanhe também nas redes sociais e receba as principais notícias do MS onde estiver.
• • • • •
• Participe do jornalismo cidadão do Capital News!
Pelo Reportar News, você pode enviar sugestões, fotos, vídeos e reclamações que ajudem a melhorar nossa cidade e nosso estado.

