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Cotidiano Quinta-feira, 12 de Maio de 2011, 15:30 - A | A

Quinta-feira, 12 de Maio de 2011, 15h:30 - A | A

Odilon nega prisão de ex-agentes e se diz vítima das acusações

Valquíria Oriqui - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Uma coletiva de imprensa com a desembargadora Federal Suzana Camargo, do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP e MS) e Corregedora Regional da Justiça Federal ocorrida na manhã de hoje (12) no auditório da Justiça Federal de Campo Grande, foi marcada por discussões.

Até o dono de um veículo de comunicação foi personagem de “bate-boca” com um dos ex-agentes acusados. Alegando dificuldade de comunicação entre um repórter e a desembargadora, o rapaz pediu que a coletiva desse continuidade.

No momento auge da exaltação entre algumas pessoas presentes, a coletiva foi ameaçada em mudar de local, porém, após a saída dos quatro ex-agentes acusados do auditório, a entrevista prosseguiu no mesmo local. Foi quando a imprensa local recebeu a informação de que dois dos acusados teriam recebido voz de prisão ao deixar o prédio da Justiça Federal.

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Yuri Matos Carvalho pede que desembargadora pergunte à Odilon o nome do advogado que mandou sequestrar o filho do ex presidente Lula
Foto: Deurico/Capital News

José Francisco de Matos e Yuri Matos Carvalho deixaram a Justiça Federal e foram abordados por policiais federais, que os convocaram para seguir até a sede da Polícia Federal, os outros dois ex-agentes, Valdemir Ribeiro Albuquerque e Ivanilton Morais Mota, permaneceram em frente a sede da Justiça Federal e acionaram o advogado Paulo Magalhães.

Ao ser questionado sobre quem teria mandado prender os dois homens ao saírem do auditório, o juiz federal, Odilon Oliveira disse: “Não sei quem mandou, eu não fui. Eu sou vítima!”. Odilon permaneceu a maior parte do tempo rodeado por seguranças.

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Odilon fica a maior parte do tempo protegido por seguranças
Foto: Deurico/Capital News

Parte da imprensa acompanhava o decorrer da história do lado de fora da Justiça Federal, enquanto Valdemir e Mota aguardavam o advogado. Os ex-agentes alegavam que a presença da imprensa impediria a PF de abordá-los na rua, como aconteceu com os outros dois colegas de trabalho.

Após a chegada de Paulo Magalhães, um comboio de carros da imprensa seguiu o carro de Paulo, que levava os dois acusados. Deixados aos cuidados de uma colega de trabalho, Paulo seguiu para a sede da Polícia Federal para “resgatar” os outros dois clientes, dizendo: “Agora eu vou ver o que aconteceu com os outros dois, se foi prisão ou seqüestro”.

Chegando lá, José Francisco de Matos e Yuri Matos Carvalho aguardavam o advogado em frente à sede. Logo Paulo subiu para reunião fechada com outras pessoas. Do lado de fora, jornalistas escutavam mais um pouco das palavras dos acusados.

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Os ex-agentes acusados, José Francisco de Matos e Yuri Matos Carvalho aguardam o advogado em frente à sede da Polícia Federal
Foto: Deurico/Capital News

Yuri repetia a todo instante uma única pergunta: “Pergunte à eles o nome do advogado que estava no parlatório tramando o plano de seqüestro do filho do ex-presidente Lula”. O ex-agente disse ainda que as testemunhas de defesa dos mesmos não foram ouvidas até o momento e que as testemunhas de acusação ouvidas têm ligação com o caso.

Um dos acusados, Ivanilton Morais Mota, diz que quer justiça e só se cala morto. “Eu vou lutar para provar minha inocência, só vou me calar no dia que estiver morto”, diz.

Fotos do Fato Redes Sociais Capital News

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Por Valquíria Oriqui - Capital News (www.capitalnews.com.br)

 

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Orlando Ximenes Trelha 16/05/2011

Será que o Dr. Juiz Federal que tanto demonstrei apreço e admiração esta pisando em batata quente. Não quero acreditar. Deus que continue abençoando e iluminando este cidadão.

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