“As únicas referências a valores repassados à acusada por Sílvia Calabresi seriam pequenas importâncias para custeio de passagens de ônibus ou pagamentos de contas de energia elétrica”, disse o juiz na sentença.
Duarte ressaltou ainda que o pai da menor e outras testemunhas não apresentaram nas declarações elementos que confirmassem a acusação.
Caso
Segundo o Ministério Público, os crimes cometidos contra a menina ocorreram por dois anos, quando Sílvia Calabresi teria proposto a Joana D´Arc que permitisse que sua filha fosse morar e trabalhar em sua casa, em troca de pagamento de quantias mensais e de presentes para a menor.
Ainda de acordo com o Ministério Público, a jovem era espancada diariamente, com tamancadas na cabeça, marteladas na sola dos pés, tapas e socos, além de torturas que incluíam a utilização de alicates para mutilar sua língua e o esmagamento de seus dedos na porta do apartamento.
Os crimes foram descobertos em março deste ano, quando policiais encontraram a menina amarrada a uma escada no apartamento da empresária.
Condenações
Por tortura contra a criança, a empresária Silvia Calabresi foi condenada a 14 anos, 11 meses e cinco dias de prisão. A doméstica Vanice Maria Novaes foi condenada a 7 anos e 11 dias.
Acusado por ter se omitido aos fatos, o marido da empresária, Marco Antônio Calabresi Lima, foi condenado a 1 ano e 8 meses de detenção, mas a pena foi substituída por prestação de serviços à comunidade. (G1)
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