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Cotidiano Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007, 07:00 - A | A

Quarta-feira, 17 de Outubro de 2007, 07h:00 - A | A

Ibama fiscaliza venda ilegal de areia em Dourados

Dourados Agora

Áreas próximas à reserva indígena de Dourados estão sendo alvo de denúncias de comercialização clandestina de areia. Por conta disso o Ibama (Instituto Nacional do Meio Ambiente e de Recursos Renováveis) pretende começar hoje uma fiscalização intensa naquela região. Conforme o fiscal Divaldo Machado, os impactos a Natureza são visíveis. "Pessoas que passam pelo local e ambientalistas afirmam que os buracos gigantes já estão inclusive a beira de invadir a estrada que liga Dourados à reserva indígena. Uma situação que deve ser combatida o quanto antes", afirma.

Machado conta que em maio deste ano um proprietário fez a retirada de mais de 300 caminhões de areia de uma área particular naquele mesmo lugar denunciado. A ação foi desenvolvida por uma empresa irregular que acabou sendo multada no valor de R$ 6 mil. Na ocasião o proprietário do local foi notificado a compensar os danos ambientais causados. No lugar da areia eram jogados entulhos, que cobertos de terra, escondiam o crime.

Divaldo explica que esta atividade prejudica futuras construções. "As paredes de casas, por exemplo que foram construídas não agüentam e sedem, já que não há terra firme por baixo da obra", disse, observando que o Imam deve voltar a fiscalizar a área. Caso haja reincidência o responsável, que já será reincidente pode ser multado em valores que variam de R$ 300 a R$ 1 milhão, dependendo da gravidade.

Uma pesquisa do Imam revela que 90% do comércio de areia de Dourados atua na clandestinidade e os impactos ambientais causados pela extração irregular estão ficando cada vez mais agravantes. Segundo ele também existem os furtos de areia. "São muitos abusos. Empresas contratadas para a limpeza de terrenos chegam a retirar a areia sem a permissão do proprietário", explica.


O fiscal explica que são crescentes as denúncias de crimes ambientais acerca do comércio de areia. "As empresas são contratadas para um tipo de serviço e acabam fazendo outro. Houveram vários casos de furto de areia. Empresários sumiam com o produto deixando um vasto buraco na propriedade particular. Também registramos casos desta natureza em áreas de Preservação Permanente. Mata nativa e vegetação foram arrancadas, buracos por diversos pontos, desvios de rios, e assoreamento, são alguns dos resultados das ações criminosas", disse, ressaltando que a Lei Municipal nº 55, de 19 de dezembro de 2002, diz que é proibido promover utilização do solo efetuando a extração de jazidas minerais sem autorização.

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