Na capacitação, a equipe aprende sobre a metodologia de monitoramento do homem agressor, com foco na construção da rede social, noções de direito penal e processual penal, além de mecanismos de enfrentamento e atendimento ao autor de violência de gênero.
“No primeiro momento, é traçado um perfil desse homem agressor, de modo a perceber os pontos que merecem atenção. Desse modo, é possível encaminhá-lo para as políticas sociais e reintegrá-lo a rede social, e ao convívio comunitário e familiar”, explica Márcia.
A coordenadora do programa do MJ acrescenta que a intenção de projetos de atendimento ao homem agressor não funciona como métodos de colocá-lo novamente no ambiente familiar, tal como era anteriormente às agressões. Márcia complementa, dizendo que “o principal objetivo das penas alternativas é fazer com que esse autor de violência crie um senso de responsabilidade em relação a vítima, a sua família, a sociedade e a si mesmo”.
Uma vez que o autor de violência já foi condenado pela Justiça, o sentimento de culpa já está presente. Neste momento, o projeto pretende descobrir quais os fatores que levaram a tal prática (agressão física a mulher) e melhorar o acesso a direitos básicos.
“Em alguns casos, o homem agride a mulher por não ter trabalho, e por isso não consegue alimentar os filhos, ou satisfazer certos desejos, como brinquedos ou roupas. Como a sociedade nega uma série de benefícios a esse homem, o desvio acaba sendo a agressão”.
A capacitação permanece durante a tarde de hoje (14) e a manhã desta sexta-feira (15). O projeto da Coordenadoria de Políticas Públicas para a Mulher começa a operar com os homens agressores em setembro e pretende atingir 3520 atendimentos.(Com Assessoria)
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