Campo Grande 00:00:00 Segunda-feira, 22 de Julho de 2024


Cotidiano Terça-feira, 09 de Dezembro de 2008, 14:40 - A | A

Terça-feira, 09 de Dezembro de 2008, 14h:40 - A | A

Empresários que descumprirem acordo serão autuados

Lucia Morel - Capital News

O Sindicato dos Comerciários acompanhou na noite de ontem o fechamento de algumas lojas do centro da Capital para comprovar que os funcionários estariam sendo dispensados pelos patrões no horário combinado, que é o das 22 horas. “Uma meia-dúzia desrespeitou o acordo, fazendo seus funcionários permanecerem nas lojas após as 22 horas”, afirmou o presidente do sindicato Idelmar da Mota Lima.

Para coibir essa prática, que vai contra o acordo coletivo firmado, o sindicato realizou reunião na manhã de hoje na Superintendência Regional do Trabalho (órgão do Ministério do Trabalho e Emprego em Mato Grosso do Sul), onde a superintendente Marilene Nogueira garantiu que vai montar equipes para fiscalizar e autuar os lojistas que descumprirem o acordo da carga horária de seus funcionários.

O diretor da Federação do Comércio de Mato Grosso do Sul (Fecomércio), empresário Edson Araújo, que também participou da reunião, reforçou a necessidade de fiscalização uma vez que, segundo ele, “o que foi acordado entre as duas partes, tem que ser cumprido.

Na noite de ontem, enquanto visitavam as lojas que permaneceram com seus funcionários trabalhando após as 22 horas, o sindicato flagrou funcionários atendendo clientes, outros, cuidando da reposição de mercadorias às prateleiras e gôndolas ou na limpeza das lojas, “o que não é obrigação desses funcionários”, afirma Mota.

Segundo o sindicalista, alguns empresários acabaram liberando os funcionários diante da presença da diretoria do Sindicato dos Comerciários. Porém, houve quem tentasse justificar a presença dos funcionários depois das 22 horas alegando que eles eram obrigados sim a promover a limpeza de lojas.

Outro problema constatado pela diretoria do sindicato e relatado à superintendente do trabalho foi o fato de que muitas lojas não cumpriram também o acordo de fornecimento de lanches, que obriga os patrões a pagarem R$ 4,00 para o lanche/dia dos funcionários, ou o fornecimento dos alimentos.

Uma reunião também foi realizada com as entidades patronais, que se comprometeram a conversar com os empresários que descumpriram o acordo e afirmaram que o acordo firmado entre as duas partes deve ser respeitado por todos os lojistas de Campo Grande.

As entidades patronais são: a Fecomércio, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e a Associação Comercial e Industrial de Campo Grande (AICCG).
 

Comente esta notícia


Reportagem Especial LEIA MAIS