Segundo Elizabeth Puccinelli, o trabalho no atendimento as vítimas de violência tem de ser feito em parceria com a rede. Ou seja, o problema começa, passa pelo posto de saúde, vai para a delegacia (Delegacia Especializada ao Atendimento à Mulher) e chega no Centro de Atendimento à Mulher em Situação de Violência “Cuña Mbarete”, onde as mulheres são acolhidas por uma equipe preparada e especializada. “Precisamos trabalhar é na prevenção. Temos que cuidar antes. Estaremos reforçando o ensino do segundo grau, juntamente com a Secretaria de Educação”, informou Beth Puccinelli, que evitou dizer em que órgão irá atuar em janeiro.
A primeira-dama disse que a partir de janeiro ela quer atuar no Estado como uma funcionária pública. “Quero ser no Estado uma funcionária pública não remunerada. Visitando os municípios e trabalhando lado-a-lado do André. O nosso trabalho irá atender todos os municípios do Mato Grosso do Sul”.
Fórum Nacional em Cuiabá
Carla Stephanini, coordenadora especial de Políticas Públicas para a Mulher, da Secretaria Estadual de Governo, informou que irá participar do Fórum Nacional de Violência Sexual Contra a Mulher e o aborto legal, nos dias 9 e 10, em Cuiabá. “Estaremos observando experiências que acontece em todo País, na questão do enfrentamento da violência sexual contra a mulher”.
Em relação aos oito anos de criação do Centro de Atendimento à Mulher, na Capital, Carla Stephanini, disse ser fundamental que a mulher agredida saiba que ela tem um centro de atendimento público que possa recebê-la e orientá-la para fortalecer sua decisão de denunciar e romper com o circulo da violência e, elevar sua cidadania. “O centro oferece um atendimento sócio psicológico à mulher em situação de violência. Contamos com a presença da assistente social e temos também o SOS Mulher e a casa abrigo, que é para aquela mulher que está correndo risco de vida, em função da situação de violência que ela vive”, informou Carla.
Segundo a coordenadora, este ano será retomada a Rede de Enfrentamento a Violência Contra à Mulher. “E fundamental que a gente trabalhe em rede com a saúde, Polícia Civil, Militar, Corpo de Bombeiros. Enfim, todas as instituições que fazem o atendimento à mulher em situação de violência têm que estar trabalhando juntas”, disse Stephanini.
Na opinião da deputada estadual, Celina Jallad, que também participou do evento, o governador André Puccinelli, por meio da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas para a Mulher, tem feito um trabalho de assistência bastante eficiente à mulher vítima de violência.
“A violência ainda é uma realidade na sociedade com índice extremamente altos. Nós trabalhamos com a mulher para que ela entenda que é importante a denúncia. E segundo, é importante que ela se sinta um ser diferente, mas com igualdade dentre dessa sociedade que ainda faz diferenças”, comentou a deputada.
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