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Cotidiano Quinta-feira, 09 de Outubro de 2008, 15:32 - A | A

Quinta-feira, 09 de Outubro de 2008, 15h:32 - A | A

Durante manifestação, agentes se unem a bancários em greve

Jefferson Gonçalves - Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Os agentes penitenciários federais se uniram aos bancários, que também estão em greve, durante um protesto realizado no centro de Campo Grande. Os agentes contestam a medida provisória que altera a carga horária dos agentes de 176 para 192 horas semanais. Tal medida foi o estopim da greve dos servidores, que já dura mais de um mês e até o momento não deu sinais de término. De acordo com os agentes, não houve nenhum tipo de acordo após a deflagração da greve com representantes do Departamento Nacional Penitenciário (Depen) ou Ministério da Justiça para acabar com a greve dos agentes.

Pela manhã, os agentes se concentraram na Praça do Rádio Clube e logo depois fizeram a caminhada com panfletagem pelo centro da cidade. Os agentes em seguida se uniram aos bancários em greve, que realizavam um protesto em frente à agência do Bradesco, na Rua Cândido Mariano com a Rua 13 de Maio. Para o presidente do SINAPF (Sindicato dos Agentes Penitenciários Federais), Yuri Mattos Carvalho, a união com os bancários representa uma forma de cooperação mútua entre as classes. “Essa união mostra que lutamos pela mesma causa. Fizemos um acordo de apoio mútuo com os bancários durante a caminhada de hoje. Nos reuniremos esta tarde para poder definir novas manifestações conjuntas” informa Yuri.

Ao final da manifestação, os agentes levaram um caixão com os dizeres “Aqui jaz o sistema penitenciário federal” onde foram acesas velas simulando um funeral.

Greve dos bancários
Em seu segundo dia de greve, os bancários continuaram com o protesto em frente às agências bancárias da capital. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Campo Grande, das 84 agências da Capital, 58 aderiram à greve. Os funcionários reivindicam reajustes salariais de 13,23%, o que garante reposição inflacionária dos últimos 12 meses e um ganho real aos salários de 6%, aproximadamente.

Além do aumento, pleitearam-se mudanças no pagamento da PLR (Participação nos Lucros e Resultados), de forma a contemplar a categoria como um todo, bem como questões relacionadas à melhoria do piso salarial, na segurança das agências e dos bancários, extensão de direitos e o fim do assédio moral.

No dia 24 de setembro, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) ofereceu contraproposta de 7,5% de reajuste, o que, na prática, garante um ganho real inferior a 0,5% aos bancários. Além disso, não aceitou mudanças no pagamento da PLR e propôs a retirada de benefícios da categoria. Como não houve acordo, os funcionários dos bancos deflagraram a greve. O sindicato dos bancários informou que até o momento, desde o início da greve, não houve nenhum contato oficial por parte da Fenabam.

Nas agências, as atividades de atendimento pessoal estão suspensas, porém os clientes podem ir até os caixas eletrônicos, casas lotéricas e bancos populares.

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