Segundo o painelista da Conferência MS Contra a Violência, as grandes violências sofridas pelos povos indígenas são contra a família e a soberania. “As pessoas pensam que nós não gostamos de trabalhar, somos preguiçosos, mas também temos que sustentar nossa família. As empresas também têm que respeitar nossa soberania. Já sofremos genocídio, violência por interesses econômico, religioso, militar e passamos por uma fase de submissão cultural. Para mudarmos essa situação, precisamos que nossas terras sejam demarcadas”.
Terena ainda defendeu o acesso à educação e a troca de informações com a sociedade moderna. “Não é porque somos indígenas que não vamos querer ter conhecimento e educação. Queremos inclusive criar a universidade indígena e poder ajudar na reeducação da sociedade moderna com nossa consciência ecológica. Já somos parte do passado, queremos ser parte do futuro também”, afirmou.
Os problemas apresentados foram debatidos pelo grupo de discussão do painel especial da conferência. Entre as conclusões está a necessidade da inclusão na grade curricular de escolas e universidades de disciplinas ligadas à cultura indígena. A promoção de políticas públicas para diminuir a exclusão social e dar sustentabilidade aos povos indígenas também é prioridade.
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