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Cotidiano Quinta-feira, 17 de Julho de 2008, 08:01 - A | A

Quinta-feira, 17 de Julho de 2008, 08h:01 - A | A

Daniel Dantas se mantém calado durante depoimento

Da Redação

O banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, não respondeu a nenhuma das perguntas feitas ontem pelo delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz. O advogado de Dantas, Nélio Machado, disse que Dantas se utilizou do direito de permanecer calado no depoimento, que durou cerca de três horas.

De acordo com Machado, Dantas não foi indiciado pela PF. Dantas é investigado na Operação Satiagraha por suposta tentativa de suborno e prática de crimes financeiros.

O juiz federal Fausto Martin De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, aceitou denúncia contra Dantas, seu assessor Humberto Braz e o professor universitário Hugo Chicaroni por tentarem corromper um delegado da PF que investigava supostos crimes cometidos pelo banqueiro apontados. Dantas, Braz e Chicaroni passam a ser réus agora.

Deflagrada no último dia 8, a Operação Satiagraha resultou na prisão de Dantas, de Chicaroni, do investidor Naji Nahas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e de mais 14 pessoas suspeitas de integrarem a quadrilha. No domingo, Braz, o único investigado que estava foragido se entregou à polícia.

Dantas foi preso duas vezes na semana passada mas foi solto beneficiado por decisões do presidente do STF. A primeira prisão foi decretada pelo juiz federal Fausto Martins de Sanctis, 6ª Vara Criminal da Justiça Federal, em São Paulo, no dia que a operação foi deflagrada. A defesa do banqueiro recorreu ao STF e, no dia seguinte, Gilmar Mendes concedeu o primeiro habeas corpus.

Cerca de dez horas depois que Dantas deixou a carceragem da Superintendência da PF em São Paulo, o mesmo juiz federal decretou novamente a prisão de Dantas por tentativa de suborno. Documentos e o depoimento de Chicaroni reforçaram o pedido.

Dantas voltou à prisão e a defesa do banqueiro recorreu novamente ao STF. Apesar das novas provas, Gilmar Mendes concedeu novo habeas corpus na sexta-feira (11).

Segundo a Procuradoria, Chicaroni confessou em depoimento os preparativos da tentativa de suborno de um delegado federal para que o nome de Dantas e de integrantes da sua família fosse retirado de um inquérito da PF sobre supostas operações ilícitas. A defesa de Chicaroni nega.

Como prova, além do depoimento, a PF flagrou Braz e Chicaroni na suposta tentativa de suborno a um delegado da PF.  Na terça-feira (15), Gilmar Mendes negou liberdade a Chicaroni e Braz, os dois únicos investigados na Satiagraha que continuam presos. (Fonte: Agência Brasil)

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