O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) vão retomar as negociações em uma reunião na próxima quinta-feira, 16, pela manhã. O encontro foi proposto nesta terça, 14, pelo desembargador Nelson Nazar, vice-presidente judicial do Regional do Trabalho (TRT) de São Paulo, durante uma audiência de conciliação entre representantes dos trabalhadores e patrões do setor bancário e foi acatado por ambas as partes.
Além da reunião, a proposta de conciliação estabeleceu suspensão da liminar que havia sido concedida ao Ministério Público estipulando multa diária de R$ 200 mil em caso de paralisação de mais de 30% dos serviços das agências localizadas na base do Sindicato de São Paulo e da Federação dos Empregados de Estabelecimentos Bancários de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Feeb SP/MS).
O Comando Nacional dos Bancários tem 48 horas para avaliar a proposta de conciliação do TRT, que inclui ainda a possibilidade de suspensão da greve, por decisão de assembléias, a partir da sexta, 17), e a manutenção do estado de greve e retomada da paralisação se em cinco dias úteis não houver acordo entre as partes.
Em nota, a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Retor Financeiro (Contraf) lamentou que conflitos trabalhistas ainda precisem ser resolvidos na Justiça, mas considerou positiva a possibilidade de retomada das negociações.
“O que houve de positivo foi a retomada das negociações com os bancos, que é um dos objetivos da nossa greve. Isso demonstra a importância da continuidade da paralisação em todo o país para que a Fenaban apresente na negociação de quinta-feira uma proposta que contemple as reivindicações da categoria", avaliou Vagner Freitas, presidente da Contraf e coordenador do Comando Nacional de Greve.
Os representantes da Fenaban não foram localizados para comentar a retomada das negociações com os bancários em greve.
A audiência de conciliação foi promovida pelo TRT de São Paulo a partir da instauração de dissídio coletivo de greve por parte do Ministério Público do Trabalho (MPT).
De acordo com a Contraf, os números da greve nesta terça foram os mesmos de segunda: cerca de cinco mil agências bancárias paralisadas nas 27 capitais brasileiras, no Distrito Federal.
Segundo a entidade, a greve, que prossegue nesta quarta, também atinge cidades do interior cobertas pelas 148 bases sindicais ligadas a Contraf, mas não é possível precisar nesse momento quantos são e onde estão esses municípios. (Sites nacionais)
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