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Cotidiano Terça-feira, 30 de Setembro de 2008, 11:45 - A | A

Terça-feira, 30 de Setembro de 2008, 11h:45 - A | A

Agente rebate denúncias feitas pelo CDDH na AL

Redação Capital News (www.capitalnews.com.br)

Presidente do Sindicato dos Servidores em Gestão de Medidas Sócio-Educativas, Valdemir Figueiredo, ocupou a tribuna do Plenário Júlio Maia, na Assembléia Legislativa para repudiar as denúncias feitas contra os agentes educadores e cobrar respeito aos 250 profissionais. Ele disse que eles trabalham sem plano de carreira, com déficit de pessoal, em situação precária e sem infra-estrutura de trabalho para ressocializar os adolescentes em conflito com a lei.

Ele falou por 10 minutos a pedido do líder do Governo, deputado estadual Youssif Domingos (PMDB). Figueiredo rebateu as denúncias feitas pelo Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH), de que menores de idade estariam sofrendo maus tratos e torturas dentro das Uneis Dom Bosco, em Campo Grande, e Aurora, em Três Lagoas.

Figueiredo lamentou as acusações, que estariam colocando os servidores em situação vexatória e até de risco de morte. Explicou ainda que os dossiês colocam por terra todo o esforço para mudar o atendimento das unidades educacionais de internação no Estado. "Nosso trabalho é nobre e essencial. Ressocializar adolescente é tarefa árdua e especial", destacou.

Conforme o sindicalista, as denúncias são feitas em represália ao trabalho realizado pelos agentes, que teriam barrado a entrada de drogas nas unidades. Ele contou ainda que os servidores são ameaçados constantemente. Os adolescentes dizem que podem matar, porque este crime não dá em nada, pois possuem menos de 18 anos de idade.

"Não somos reconhecidos nem respeitados", frisou, sobre a categoria, que não conta com plano de cargos e carreiras nem recebe adicional de risco de vida. "A carreira não é atrativa e o quadro está defasado" alertou. Revelou que existem seis agentes por plantão para cuidar dos adolescentes, que ficam a maior parte fora do alojamento e ainda participam de cursos, aulas e audiência.

Relatou que um agente escapou de um atentado ao pegar um adolescente numa escola, onde a Kombi da Unei foi alvejada por tiros. "A situação é precária e falta material para atender aos adolescentes", explicou. Citou viaturas que estariam caindo aos pedaços. Em alguns casos, os motoristas são obrigados a usar os braços para levantar os veículos para trocar pneus e mendigar combustíveis.

De acordo com Figueiredo, a unidade de Ponta Porã é a mais moderna de Mato Grosso do Sul, com condições de ressocializar 100% dos adolescentes. No entanto, a Unei daquele município não tem efetivo, enquanto um número significativo de aprovados em concurso público aguardam para ser nomeados e empossados pelo Governo estadual. (Portal AL)

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