Catorze testemunhas já foram ouvidas pela Polícia no caso da morte da arquiteta Eliane Aparecida Nogueira, 39 anos. O corpo dela foi encontrado carbonizado em seu carro na sexta-feira (2), no Bairro Villas Boas. O marido de Eliane, o empresário e também arquiteto Luís Afonso de Andrade, 42 anos, é apontado como principal suspeito do crime. No mesmo dia, a Justiça decretou a prisão preventiva dele, que está detido na 4ª Delegacia de Polícia Civil da Capital.
De acordo com o delegado titular do 4º DP, Wellington Oliveira, responsável pelas investigações, nenhuma das testemunhas ouvidas apresentou um depoimento favorável ao empresário, onde também confirmam que o relacionamento entre o casal era conturbado.
Na manhã desta terça-feira (6), a polícia voltou ao local onde o carro e o corpo da arquiteta foram encontrados, porém, segundo o delegado não houve novos indícios. Oliveira ainda trabalha na hipótese de convocar para depoimento o filho da arquiteta, um jovem de 15 anos, que mora com o pai em Cuiabá. “Por enquanto não há a necessidade, mas com os avanços das investigações e caso seja necessário, enviaremos o pedido até Cuiabá, para que ele seja trazido até Campo Grande para depor” disse o delegado, que ainda aguarda os resultados dos laudos periciais do veículo da vítima.
Depoimento
Conforme o depoimento, Luís negou que tenha ateado fogo na esposa e contou à polícia que a acompanhou a uma festa na noite do crime e ao saírem do local iniciaram uma discussão. Ele dirigia o carro da arquiteta e chegou a ser agredido no lado esquerdo do rosto, com um arranhão. Segundo a polícia, a versão do empresário é contraditória, porque caso ele estivesse dirigindo o veículo o arranhão deveria ser do lado direito do rosto.
Ele contou que deixou a esposa e o carro dela no Edifício Eudes Costa, na Avenida Mato Grosso, onde moravam e foi dormir em seu escritório, localizado na Avenida Afonso Pena, de esquina com a José Antônio. A polícia levou o empresário até sua casa para averiguar possíveis provas e ainda não irá decretar prisão preventiva porque não há evidências que baseiam a detenção provisória. Por enquanto, o empresário não possui álibi. As denúncias de lesão corporal contra Luís são de 2009 e a família da vítima acredita que ele possa estar diretamente envolvido na morte.
Por: Jefferson Gonçalves - (www.capitalnews.com.br)
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