A Justiça decretou no fim da tarde desta sexta-feira (2) a prisão preventiva do empresário Luís Afonso de Andrade, 39 anos, considerado o principal suspeito da morte da mulher, a arquiteta Eliane Aparecida Nogueira de Andrade, 42 anos, encontrada carbonizada em seu veículo, de hoje, no Bairro Villas Boas, região nobre de Campo Grande.
De acordo com o delegado titular da 4ª Delegacia de Polícia Civil, Wellington Oliveira, a prisão preventiva tem um prazo de 30 dias e pode ser prorrogada por mais 30 de acordo com andamento das investigações. Segundo ele, os resultados dos laudos das perícias do veículo da arquiteta e do empresário estarão prontos no máximo em dez dias. O empresário foi transferido esta tarde para a 4ª DP, nas Moreninhas, onde ficará detido.
Crime
Por volta das 4h, o Corpo de Bombeiros foi acionado para apagar um incêndio no carro Polo placa HSE-9256 (de Campo Grande). O veículo estava no nome de Eliane, que é arquiteta. Ela foi reconhecida pela aliança que usava. Eliane e Luís Afonso estavam casados há cerca de um ano e meio.
Segundo o delegado Wellington de Oliveira, responsável pelas investigações, havia vários boletins de ocorrência lavrados contra Luís por conta de lesão corporal e ameaça. “O histórico do casal não é de uma convivência muito tranquila”, diz o delegado.
Oliveira ainda destaca que o marido de Eliane não esboçou nenhum tipo de comoção pela morte da mulher e neste momento presta depoimento na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac). Eles haviam se separado há três dias.
Depoimento
Conforme o depoimento, Luís negou que tenha ateado fogo na esposa e contou à polícia que a acompanhou a uma festa na noite de ontem e ao saírem do local iniciaram uma discussão. Ele dirigia o carro da arquiteta e chegou a ser agredido no lado esquerdo do rosto, com um arranhão. Segundo a polícia, a versão do empresário é contraditória, porque caso ele estivesse dirigindo o veículo o arranhão deveria ser do lado direito do rosto.
Ele contou que deixou a esposa e o carro dela no Edifício Eudes Costa, na avenida Mato Grosso, onde moravam e foi dormir em seu escritório, localizado na Avenida Afonso Pena, de esquina com a José Antônio. A polícia levou o empresário até sua casa para averiguar possíveis provas e ainda não irá decretar prisão preventiva porque não há evidências que baseiam a detenção provisória. Por enquanto, o empresário não possui álibi. As denúncias de lesão corporal contra Luís são de 2009 e a família da vítima acredita que ele possa estar diretamente envolvido na morte.
Por Jefferson Gonçalves - (www.capitalnews.com.br)
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