As recentes apreensões de maconha e derivados, que passam das toneladas entre maio e junho, é fruto da boa colheita do jererê no Paraguai, país que é recheado de plantações clandestinas, algumas bem na linha de fronteira.
A abundância é tanta que, até amadores neste ramo estão tentando ganhar seu troco na importação e exportação. Alguns compram motos de baixa cilindrada no país vizinho e tentam trazer a ervinha na garupa.
De acordo com fontes policiais, o quilo do jererê, no Paraguai, custa entre R$ 20 e R$ 30. E a revenda em alguns estados pode ser dez vezes mais que esse valor. E como os maconheiros não param de fumar, mercado sempre há.
Os profissionais da Segurança Pública alegam que seria preciso maior acordos com autoridades paraguaias para combater o tráfico dos dois lados, senão, é mero “enxugar gelo”. Quanto mais se apreende, mais se traz.
