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Polícia Quarta-feira, 22 de Maio de 2013, 17:06 - A | A

Quarta-feira, 22 de Maio de 2013, 17h:06 - A | A

Policiais civis decidem pelo fim da greve

Paulo Fernandes - Capital News (www.capitalnews.com.br)

Apesar de afirmarem não concordar com o reajuste, os policiais civis que na manhã desta quarta-feira (22) aceitaram a aprovação da tabela proposta pelo governo e decidiram na tarde de hoje por encerrar a greve. A tabela de reajuste havia sido aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa.

A decisão pelo fim da greve foi dos policiais civis de Campo Grande. O fim do movimento grevista, no entanto, só será ratificado quando as assembleias de todas as regionais forem encerradas. Desde sexta-feira a categoria estava em greve.

O presidente do sindicato, Alexandre Barbosa da Silva, afirma que a categoria não concorda com o índice oferecido pelo governo, porém, como a proposta foi votada hoje, os policiais de Campo Grande preferiram encerrar a greve que já durava seis dias.

“Os policiais civis não concordam com o reajuste que o governo ofereceu, porém, como a proposta já estava na pauta do dia e o mesmo projeto não pode ser votado duas vezes no mesmo ano, a categoria não impediu que fosse votada”, argumentou.

Na Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, Jerson Domingos (PMDB), se reuniu com os cerca de 200 policiais civis presentes e apresentou a proposta do governo que ficou definida em reajustar os salários de investigadores e escrivães em 7% este ano, 9% em maio de 2014 e 11% em dezembro de 2014.

“Infelizmente o governo engessou o percentual de reajuste para a categoria em 7% para este ano, mas conquistamos outras reivindicações, graças à luta e a união dos policiais”, disse Barbosa.

As outras conquistas a que o presidente do sindicato se refere é a extensão da Etapa Alimentação a todos os policiais civis. Atualmente, apenas 800 servidores recebem o benefício, que foi reajustado de R$ 84,00 para R$100,00.

Outra grande conquista, segundo Barbosa, foi a ampliação do número de vagas para a promoção funcional, passando a ser 80% pelo critério de antiguidade e apenas 20% por merecimento. “Essa foi uma grande vitória para nós. Serão promovidos os policiais que estão na luta pela sociedade há anos e não mais aqueles que são indicados por delegados e políticos”.

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