Recém-empossado presidente do Paraguai, Federico Franco pretende procurar nos próximos dias a presidenta Dilma Rousseff e o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, para evitar o desconforto com os países vizinhos causado pela destituição do então presidente Fernando Lugo.
Um dos receios de Franco é o eventual rompimento da União das Nações Sul-Americanas (Unasul) com o Paraguai.
Franco também se preocupa com a questão energética, uma vez que a Usina Itaipu Binacional é fundamental para o abastecimento de energia para o Paraguai e a economia do país.
Assessores informaram ao site governamental Agência Brasil que o ministro das Relações Exteriores, José Félix Fernández, vai procurar o chanceler brasileiro, Antonio Patriota.
Ontem (22), no final da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, Rio+20, Dilma afirmou que acompanha de perto e com atenção as mudanças no Paraguai.
O então presidente Fernando Lugo foi deposto 30 horas depois de deflagrado o processo de impeachment, dando clara impressão de cerceamento do direito de defesa do acusado. Apesar de a decisão ter sido tomada com base na Constituição do Paraguai, ministros brasileiros chegaram a falar que poderia ter sido um golpe.
Ao ser eleito em abril de 2008, o bispo católico pôs fim a 61 anos de hegemonia do Partido Colorado. O processo de impeachment começou repentinamente. A principal acusação apresentada contra Lugo foi sua responsabilidade por "negligência e inaptidão" no enfrentamento entre camponeses e policiais em Curuguaty, no último dia 15, quando morreram 17 pessoas. Sem apoio no Congresso, não demorou para Lugo ser deposto.
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