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Política Sábado, 23 de Junho de 2012, 08:33 - A | A

Sábado, 23 de Junho de 2012, 08h:33 - A | A

Novo presidente do Paraguai começa a mudar equipe e fala em conciliação com países vizinhos

Paulo Fernandes - Capital News

Duas horas após ser empossado, o novo presidente do Paraguai, Federico Franco, concedeu uma entrevista coletiva, ontem (22) à noite, e anunciou os nomes de três integrantes de sua equipe de governo: dos ministros do Interior, Carmello Caballero, e das Relações Exteriores, José Félix Fernández, além do chefe da Polícia Nacional, Aldo Pastore.

Franco declarou que se esforçará para manter um bom relacionamento com os países vizinhos e atender às expectativas dos paraguaios. Ele assume em meio a críticas dos presidentes sul-americanos que desconfiam da rapidez do processo de impeachment do ex-presidente Fernando Lugo por suspeitas de manobras políticas.

"Para os presidentes do Mercosul, quero dizer que compreendam a situação. Vamos fazer um esforço para normalizar", disse o novo presidente. “O importante para nós é manter uma boa relação com os países vizinhos”, acrescentou.

Filiado ao Partido Liberal, Federico Franco era vice do então presidente Fernando Lugo, que perdeu o cargo ontem, após 24 horas de julgamento político.

O novo mandatário do país fez questão de deixar claro que pretende exercer apenas os dez meses restantes do governo:

"Para que não haja nenhuma dúvida, pretendo seguir adiante com a melhor das intenções, dar aos meus filhos a satisfação de que possam andar pelas ruas e, no dia 15 de agosto de 2013, entregar a faixa ao presidente eleito do país", garantiu.

O impeachment de Lugo foi aprovado por ampla maioria na Câmara e no Senado.

A principal acusação contra o presidente foi o de ser responsável pela morte de 17 pessoas, na última sexta-feira, em um conflito agrário entre policiais e camponeses que ocupavam uma fazenda em Curuguaty, fronteira com o Paraná.

Lugo havia sido eleito presidente em 2008, pondo fim a um período de seis décadas de governo do Partido Colorado, mas o ex-bispo nunca conseguiu ter a maioria nos parlamentos. 

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