O vice-prefeito de Alcinópolis, Alcino Carneiro, está reunido no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) nesta tarde (21) para saber quando e se assumirá a prefeitura depois da prisão temporária, por cinco dias, do prefeito Manoel Nunes, detido por suspeita de envolvimento na morte do vereador Carlos Antônio Carneiro, em outubro do ano passado.
Alcino explica que não está afastado da prefeitura, tendo em vista que, segundo ele, vice não tem mandato. “Só assume na ausência ou falta do titular. Ele manda o dinheiro na minha conta, mas não tenho contato nenhum com ele”, declarou. O vice-prefeito alega que fez um compromisso de assumir a secretaria de Obras caso vencessem a eleição, porém, diz que o acordo não foi cumprido pelo prefeito.
O Caso
Na manhã de ontem (20) a polícia prendeu o prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes, o presidente da câmara de Alcinópolis, Ênio Queiroz (PR), os vereadores Valter Roriz (PR) e Valdeci Lima (PSDB), o comerciante Ademir Luiz Muller e uma jovem conhecida como Gildete, que seria namorada de um dos autores.
O vereador Carlos Antônio Carneiro, 40 anos, foi assassinado no dia de 26 de outubro de 2010, em Campo Grande, próximo ao hotel Vale Verde. Na ocasião, uma viatura da polícia passava pelo local e conseguiu flagrar Irineu Maciel, 34 anos, acusado de efetuar o disparo, e Aparecido Souza Fernandes, que alega ter levado o mesmo até o local para cobrar uma dívida, sem saber que seria para assassinar alguém. Os envolvidos foram encaminhados a delegacia e um deles acabou confessando que receberia R$ 20 mil para executar o vereador.
Após a confissão, Valdemir Vansan, foi preso, acusado de ter contratado o cunhado, Irineu, para executar o vereador. Porém, durante depoimento, Irineu voltou a trás e disse que matou o vereador porque foi pedir uma passagem de ônibus e o mesmo teria se recusado a dar.
