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Cresce procura por imóveis afastados dos grandes centros urbanos

Por Letícia Emori

Da coluna Casa e Decoração
Artigo de responsabilidade do autor

Home office e maior flexibilidade de horários impulsionam mudança para interior

iStock

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Ao contrário de outros setores da economia, o mercado imobiliário foi impulsionado durante a pandemia. Passando mais tempo em casa, as pessoas começaram a procurar lugares maiores, buscando conforto e melhor qualidade de vida. O home office, que foi implantado às pressas para viabilizar a continuidade das atividades econômicas durante as medidas mais restritivas, parece ter finalmente vindo para ficar.

Para muitas pessoas, o teletrabalho foi bem-vindo. Afinal, de uma hora para outra, não era mais preciso enfrentar o trânsito caótico das grandes cidades ou enfrentar o metrô em horário de pico. Com a maior flexibilidade, vieram também mais benefícios. Um deles foi a possibilidade de trabalhar a partir de um outro local, considerando aspecto econômico, qualidade de vida ou proximidade com a família.

No último ano, cresceu a procura por imóveis afastados dos grandes centros urbanos. Famílias inteiras e pessoas solteiras têm trocado o apartamento na cidade grande por uma casa maior e mais confortável no interior ou no litoral. No estado de São Paulo, por exemplo, a região conhecida como ABCD e o litoral se tornaram destinos populares, segundo o aplicativo de anúncio de imóveis Newcore. Cidades do interior, como Atibaia e Itu, também entraram no radar dos paulistas, de acordo com a Zukerman Leilões.

Se, antes, proximidade com o metrô e vaga de garagem eram considerados fatores essenciais para comprar ou alugar um imóvel nas capitais brasileiras, hoje, tamanho, quantidade de cômodos e presença de varanda estão guiando as escolhas dos novos moradores. Além disso, projetos de arquitetura e decoração estão em alta. Quem está com o orçamento curto pode realizar pequenas reformas. Com ferramentas simples, como o martelete, é possível transformar qualquer espaço.

Novos escritórios pós-pandemia
Com a tendência de que o home office seja incorporado às políticas das empresas, mais pessoas estão começando a migrar definitivamente para cidades menores. O chamado êxodo urbano tem ganhado cada vez mais adeptos, que buscam no campo ou no litoral um novo estilo de vida, com menos correria e mais tempo para curtir a vida. Afinal, com a tecnologia que temos hoje, dá para trabalhar em quase qualquer lugar.

No Brasil, não faltam destinos assim. A cidade do Rio de Janeiro criou uma campanha para atrair os nômades digitais. A Rio Digital Nomads quer incentivar brasileiros e estrangeiros a passar um tempo na capital carioca. A iniciativa não é inédita: Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, criou um programa de intercâmbio profissional de um ano, que inclui até a vacina contra a Covid-19.

Dos recantos da região amazônica, passando pelas praias paradisíacas do Nordeste até as cidades ao estilo europeu no Sul do Brasil, não faltam novos lugares para os novos escritórios pós-pandemia.

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