
O grande destaque na área genética é a utilização do Genoma, que tornou-se oficial desde janeiro de 2009 na raça holandesa e permite que as provas genéticas das vacas e touros possam ser estimadas com maior precisão (confiabilidade) em uma idade mais jovem, o que reduz o “Intervalo de Geração”. Como a precisão da avaliação genética é aprimorada, é possível focar apenas na melhor genética, o que aperfeiçoa a “Intensidade de Seleção”. O Genoma afeta positivamente três dos quatro fatores que causam o progresso genético: intensidade de seleção, acurácia e intervalo de gerações. Esta nova técnica oferece uma fonte extra de informação por meio do DNA dos animais.
Conforme o pesquisador Fábio Fogaça da Alta Genetics, aqueles que adotaram o Genoma, desde o início, hoje estão colhendo os benefícios. Se em 2009, as escolhas fossem por touros com prova genômica comprovados pelos programas G-Stars e FutureStars, ao invés dos touros provados com filhas em produção e entre os melhores de TPI (índice de desempenho total), o resultado seria filhas recém-paridas de touros reconhecidos no mercado como o AltaIOTA, AltaR2 e AltaROSS.
A maioria dos criadores optou por "esperar para ver” e utilizaram os melhores touros “já provados com filhas” (Tabela 1). Esta opção apresentava touros extraordinários, que faziam por merecer, porém, os melhores touros genômicos daquela época (Tabela 2) “hoje” se comprovaram claramente um grupo geneticamente superior aos touros já com filhos.

Desde 2009, muitas melhorias moldaram as estimativas das provas genômicas, além dos inúmeros animais que foram adicionados à população de referência. Ambos os fatores contribuem para aprimorar a exatidão do genoma, enquanto diminui também as mudanças previstas da prova genômica até as provas da primeira safra e as provas de segunda geração de filhas. Hoje, como em 2009, opções de seleção são a mesma coisa. Podem-se utilizar os melhores touros comprovados pelas filhas em produção ou os melhores touros genômicos (Tabelas 3 e 4). Enquanto AltaIOTA e AltaROSS atualmente fazem algumas filhas excelentes, as previsões do grupo genômico (Tabela 4) excedem em muito o grupo de touros com provas de filhas em produção - mostrando o progresso genético extremo feito pela genômica.

É importante ressaltar o gráfico que demonstra a distribuição na mudança do TPI, entre a prova genômica até a primeira prova com filhas em produção. Com base neste gráfico e a expectativa de 95% dos touros mudarem +/- 200 pontos em TPI, cada touro genômico na Tabela 4 no pior cenário para variação de prova, tem a chance de ser maior do que o TPI de AltaJENKINS, depois de receberem a primeira prova com filhas em produção.