
A Executiva Nacional do PSL prometeu investigar a denúncia de cobrança de propina dentro do partido em Mato Grosso do Sul para aceitar candidaturas e afirmou que irá rever todos os acordos feitos pelo presidente estadual, Alceu Bueno.
Segundo o PSL, não será avalizado nenhum acordo celebrado mediante vantagem financeira partidária ou pessoal.
Ao deputado estadual George Takimoto, o presidente da Executiva Nacional, Luciano Bivar, disse ter determinado as medidas estatutárias e administrativas para apurar as acusações.
“Este é o nosso desejo e o nosso maior objetivo nesse momento”, respondeu o deputado.
Takimoto declarou ter ficado surpreso e perplexo com as denúncias. “O partido não pode deixar qualquer dúvida de seu compromisso com a ética, a moralidade política e o interesse público. Por isso, antes de formar juízo, torna-se fundamental e inadiável que tudo seja apurado, com a devida identificação de responsáveis e responsabilidades”.
Em nota oficial, Bivar afirmou que desconhecia a existência da extorsão. Ele frisou que as práticas não têm guarida em sua gestão e que os acordos políticos e eleitorais do PSL em todo o Brasil são estabelecidos em bases programáticas.
“Os entendimentos, as candidaturas e as coligações são naturais na política, desde que direcionados por afinidades conceituais e programáticas, não pela concessão de vantagens pessoais ou políticas”, disse Bivar.
Gravações mostram Alceu Bueno exigindo dinheiro de pré-candidatos para viabilizar candidaturas.
Confira a nota do PSL nacional na íntegra:
“Ao povo de Mato Grosso do Sul e do Brasil.
Foi por meio de notícias divulgadas hoje (28/06) pela imprensa que a direção nacional do PSL tomou conhecimento de denúncias e gravações de áudio, segundo as quais o presidente estadual do partido em Mato Grosso do Sul estaria exigindo pagamento para liberar candidaturas e acordos políticos e eleitorais para as próximas eleições.
Não existe qualquer orientação da direção nacional neste sentido e tal prática, se efetivamente estiver ocorrendo, merece inteiro e inegociável repúdio, assim como as medidas cabíveis, já tomadas, para apurar as denúncias e a extensão das responsabilidades.
O programa e os estatutos do PSL são claros e definitivos, sobretudo no que concerne à preservação da ética e da moralidade, no compromisso com o regime democrático e o interesse público, na construção de uma sociedade qualificada pela promoção humana, o desenvolvimento sustentável e o respeito aos direitos fundamentais da pessoa.
Jamais o PSL, sob minha direção, agiria dessa forma, orientando seus filiados a fazer coligações em troca de vantagens pessoais ou partidárias. Todos os entendimentos políticos e eleitorais nesta gestão se processam dentro dos limites da ética, do interesse público e dos apelos conceituais e programáticos. E os compromissos já celebrados pelo PSL com estas condições serão cumpridos à risca.
O PSL de Mato Grosso do Sul e o PSL Nacional agradecem à confiança depositada pela sociedade no trabalho e no comprometimento das forças partidárias que honram a previsão e a disciplina de seus estatutos e de seu programa, reforçando a determinação de apurar todas as denúncias e fatos que atentem contra a credibilidade e o vigor ético e institucional da legenda.
Luciano Bivar
Presidente da Executiva Nacional do PSL”