
Faltando um dia para acabar a 14ª Campanha de Vacinação contra Gripe, que seria nesta sexta-feira (25), o Ministério da Saúde prorrogou a campanha, dando mais uma semana de prazo, até o dia 1º de junho, para idosos com mais de 60 anos, crianças de 6 meses a menores de 2 anos, profissionais da saúde, gestantes e indígenas se imunizarem contra três tipos de vírus, causadores da gripe e até mesmo contra o vírus H1N1– gripe suína.
Até esta quinta-feira (24), o Ministério da Saúde divulgou que 15,8 milhões de pessoas já tinham tomado a vacina, o que representa 52,46% do público-alvo. A meta da campanha é imunizar 80% deste grupo prioritário, correspondente a 24,1 milhões de pessoas.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, alerta sobre importância da vacina, que é oferecida gratuitamente nos 34 mil postos de saúde de todo o país. Padilha lembra que ela é segura e protege contra os três vírus que mais circulam no Brasil. “Prorrogamos o prazo para que todas as pessoas que não tiveram tempo de ir aos postos de saúde possam se vacinar contra a gripe e estejam protegidas no inverno, período de maior circulação do vírus. A vacina é a melhor maneira de evitar a doença”, afirma Padilha.
Em Campo Grande, apenas 60% do público-alvo procurou as 74 unidades de Postos de Saúde na Capital, mas a meta é imunizar 95%. “Infelizmente esse ano a campanha está um fracasso, mas como há poucos dias foi diagnosticado uma suspeita de caso da gripe H1N1 no Estado, acredito que agora à procura vai aumentar”. – ressalta Vera Lúcia Carvalho, coordenadora Estadual da Vigilância Epidemiológica.
Proteção:
Estudos demonstram que a vacinação pode reduzir entre 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e, de 39% a 75%, a mortalidade global. Entre os residentes em lares de idosos, a vacina reduz o risco de pneumonia em cerca de 60%, e o risco global de hospitalização e morte, aproximadamente de 50% a 68%, respectivamente.
O principal objetivo da campanha de vacinação é reduzir a mortalidade, as complicações e as internações provocadas por infecções do vírus da gripe. Como resultado da imunização, em 2011, houve redução de 64,1% nas mortes por agravamento da gripe H1N1 – foram 53 óbitos, contra 148 no ano anterior. Já o número de casos graves notificados diminuiu 44% - de 9.383 para 5.230. No entanto, se não mantermos altas coberturas vacinais, esses números poderão voltar a se elevar neste ano.