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Policial - 13/12/2011 - 11:34
Polícia Militar leva operação pacificadora para o bairro Tiradentes; oito pessoas já foram presas

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PM deve permanecer por tempo indetermindado no bairro Tiradentes
Foto: Deurico/Capital News

Começou na manhã desta terça-feira, dia 13, por volta das 5 horas a Operação da Pacificação do bairro Tiradentes, na Aldeia Indígena Marçal de Souza, região leste de Campo Grande. A operação foi realizada com mais de 120 policias militares do 10° e 1º Batalhão da PM e da Companhia Independente de Gerenciamento de Crises e Operações Especiais (Cigcoe).

Conforme o comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, coronel Carlos Alberto David dos Santos, a operação é parecida com a Operação Pró Morar que foi realizada na Vila Nhá- Nhá.

“Temos os mesmo o objetivo de prender os foragidos, acabar com o tráfico e tirar da rota as pessoas que comercializam drogas”, destaca o comandante.

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Coronel David dos Santos, disse 40 policiais militares deve permanecer no Tiradentes
Foto: Deurico/Capital News

De acordo com David, 40 policiais, com três viaturas e seis motocicletas continuarão no bairro por tempo indeterminado.

Neste primeiro dia, cinco pessoas foram presas com drogas que estavam escondidas dentro das residências. Um delas é a Mayhara Tatiana da Silva, 25 anos, que morava na rua Honório Corrêa e estava com cinco quilos de maconha escondidas dentro do guarda-roupa.

Conforme a PM, dentro da residência havia ainda três crianças e um bebê dormindo. Elas têm a idade de 6, 5, 4 anos. O bebê tem quatro meses.

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Mayhara estava com quatro crianças comercializando drogas
Foto: Deurico/Capital News

Todas as crianças foram encaminhadas para o Conselho Tutelar. A Polícia Militar de Trânsito apreendeu oito veículo sendo cinco motocicletas. Cinco Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo  (CRLV), foram apreendidas  e foram feitas 15 autos de infrações.

Mayhara, foi presa por trafico de drogas e deve ser encaminhada para o Presídio Feminino da Capital.

Também foi preso José Paulo dos Santos, 32 anos. Ele estava com mandado de prisão em aberto, por ter evadido da Colônia Penal Agrícola da cidade de Dois Irmãos de Buriti.

“Moro mesmo na região central da Capital. Venho aqui para comprar e levar para outros lugares, agora a casa caiu. Estou preso de novo, pelo o mesmo motivo. É difícil não tem trabalho e nem apoio. Daí volto a fazer isso”, cita João.

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José Paulo disse que iria levar drogas para a area central da Capital
Foto: Deurico/Capital News

Conforme o coronel Carlos Alberto David da PM, esse bairro foi escolhido após levantamento que apontou a existência de pontos de venda de entorpecentes e circulação de fornecedores de drogas para a região central e bairros próximos ao Tiradentes.

A auxiliar de cozinha, Camila Silva, 25 anos, disse que durante o dia a venda de drogas ocorre livremente. “É bom a polícia ficar aqui. Aqui está demais, tenho um filho de 10 anos. Fico em cima com medo dele se envolver com o meninos que anda com as coisas erradas. Vejo direto os adolescente fumando drogas e até comercializando. Muitos deles os pais sabem”, disse.

O promotor público, Marcos Alex Vera de Oliveira do Ministério Publico Estadual (MPE) expediu 16 mandados de busca em apreensão e oito mandados de prisão. “Com os mandados em mãos facilita para os policiais tirarem de circulação as pessoas envolvidas com o tráfico ou até mesmo pessoas foragidas da justiça”, explica.

Foram encontradas R$ 7 mil em dinheiro, cinco quilos de maconha. Dois homens evadidos da Colônia Penal Agrícola (CPA), foram presos. A PM cumpriu os 16 mandados de busca e apreensão.

Dos oito presos, cinco tinham trouxinhas de cocaína escondidades dentro das residências, dois estavam evadidos.

Para o Presidente do Conselho da Comissão de Segurança Indígena de Campo Grande, Enio de Oliveira, 56 anos, a violência está em toda a parte da cidade.

“Aqui tem ser cego, mudo e surdo. Vejo cada coisa e não posso falar porque tem que comprovar. É até idosos com drogas que acaba incentivando as crianças a fazer a mesma coisa errada. Na questão da população indígena o que temos para reclamar e de outra coisa, da nossa falta de estrutura para sobreviver na aldeia”, finaliza.

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  O indígena Enio reclama da marginalidade do bairro Tiradentes
Foto: Deurico/Capital News

Matéria editada para ás 12h16 para acréscimos de informação.


Fonte: Alessandra Carvalho - Capital News (www.capitalnews.com.br)


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